Quando a prática sustentável chega à lavanderia de casa

Os selos que o consumidor busca para aliviar a consciência...

Neste feriado fui fazer umas comprinhas e repor coisas da lavanderia de casa. Espaço esquecido no cotidiano, mas que, junto com a cozinha faz parte dos orgãos vitais para o funcionamento da casa, a lavanderia é um dos últimos pontos nos quais pensamos na sustentabilidade do lar.

Ao optar por comprar um porta sabão em pó com selo da WWF (aqui tem uma explicação oficial da entidade sobre a parceria com a Sanremo) relembrei de algumas práticas que temos adotado em casa e, esperamos, faça alguma diferença para o meio ambiente. A primeira delas é adotar produtos vendidos em embalagem maior e, sempre que possível, os que podem ser reutilizados. Um exemplo é exatamente o que atendemos com a embalagem acima: compramos sabão em pó em quantidade grande reduzindo preço e embalagem. Adotamos a mesma prática para o amaciante (que infelizmente ainda é vendido, sempre, em embalagens de plástico bem resistente, daquelas que dá pena de jogar fora!), detergente e desinfetante.

Segundo a consultora de sustentabilidade corporativa Julianna Antunes, a “conta” é simples: recomenda-se “comprar produtos concentrados, pois a embalagem é menor, demandando menos matéria prima, cabe mais quantidades nos caminhões, demanando menos frete, que vai ser menos depreciado e vai lançar menos carbono no meio ambiente e como vai precisar de menos viagens para fazer as entregas, vai gerar menos trânsito nas cidades.”

Mas será que as embalagens grandes exigem um armário maior? Até que pede sim, mas nem tanto. Uma antiga estante de livros foi “reciclada” e virou organizador da dispensa na lavanderia, como mostro na foto abaixo. Com três prateleiras (a estante tem apenas 80cm de largura) resolvemos os produtos de limpeza e ainda sobraram duas para guardar minhas coisas de costura (tecidos, aviamentos e a máquina portátil).

Reaproveitando uma estante antiga para organizar a lavanderia #vidasustentavel

E o detergente merece um parágrafo à parte: há tempos a gente queria se livrar das embalagens. Sei que o ideal seria usar sabão em pedra, mas eu sou muito alérgica (possivelmente à soda que entra na fórmula deles), inclusive a sabão de coco. Por isso fiquei bem animada quando encontrei numa loja destas de coisas de casa este porta detergente com espaço guardar a esponja. Viram que ele tem um dosador mais fácil de manusear do que os biquinhos dos detergentes comuns? E a parte de cima sai com facilidade, abrindo o espaço para reposição do líquido.

Por fim, minha dica: ao optar por produtos em quantidades maiores, a gente se força a ir menos às compras, o que é bastante saudável para o bolso.

😉

Claro que, antes de fechar o post, eu abri uma conversa no Twitter e Facebook sobre o tema e algumas práticas testadas e aprovadas surgiram: a Cristine (@ratobiblioteca) lembrou de ‘guardar’ água do enxágue da máquina de lavar no tanque para lavar panos de chão. Dependendo do que foi lavado na máquina, vale também para lavar o chão de piso frio (azulejos) ou as calçadas. A Juliana Ricci comentou que prefere não usar a função de água quente da máquina de lavar, deixando as roupas de molho no balde para não usar a função “molho” na máquina, economizando energia elétrica com as duas atitudes. Aline Kelly (@sustentavel20) contou que procura “usar o máximo da capacidade da máquina, reaproveitar a agua, optar por produtos que tenham compromisso com o meio ambiente, como apoio a iniciativas de reflorestamento, feitos com tensoativos biodegradáveis, etc”.

Ecobril funciona?

Esta é a proposta da linha Ecobril, sobre a qual a comadre Simone (@smiletic) fez um review que pode ser lido na íntegra aqui, contando que a linha incentiva os ” 4 Rs (reduzir, reutilizar, reciclar e respeitar) usando matérias-primas renováveis ou biodegradáveis e embalagens feitas a partir de elementos reciclados, e recicláveis, e do uso de embalagens refil”. Eu também testei e confesso que achei excessivamente perfumado (usei o verdinho, vou ver os outros) e não consegui um resultado tão bom na minha cozinha. Mas não desisti, antes de opinar quero testar todos.

E para quem não gosta muito da mistura de perfumes, como eu, uma dica que Elenara Leitão (do Arquitetando Ideias) me passou e me deixou super curiosa: a eco laundry ball da Greenvana que lava as roupas sem sabão (ou com muito pouco sabão). Meio maluco, mas está explicadinho aqui e a moça garante que testou e aprovou.  Vou experimentar, sem dúvida.

E aí na sua casa, você tem dicas de uma prática mais sustentável? Deixe os comentários abaixo, todos agradecemos por compartilhar.

🙂

P.S. E o debate sobre os selos que o consumir usa para aliviar a consciência apenas começou. Uma das pessoas que discute o assunto é a Julianna Antunes, do @sustentabilizar, no post Um papo sério sobre comunicação sustentável. E vale ver o post da Claudia Chow, Produtos ecológicos, selos verdes…

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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