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Hoje estava voltando do almoço e peguei um folheto de uma nova lavanderia que está no meu bairro, deixando-me bem curiosa por conhecer os serviços. Mundo Limpo é um empreendimento que promete lavar as roupas de forma mais ecológica, seguindo algumas premissas: lavar a úmido, mas sem desperdício de água e energia, adotando sistemas de captação de água da chuva que, depois de filtrada, é usada no processo de lavagem das roupas e que utilizam produtos de limpeza biodegradáveis.

Mas o que me chamou atenção é o que vinha em seguida: a defesa de outras práticas que eles consideram sustentáveis. Cabides feitos de material reciclado, utilização de lâmpadas econômicas, ar condicionado que funciona com gás ecológico (e agradeço se alguém me explicar o que é isso!), móveis feitos com madeira de reflorestamento, separação e descarte correto do lixo, de pilhas e baterias e uso de embalagens de plástico biodegradável.

Fui pesquisar o tema e descobri que este é um campo novo em termos de negócios, mas que tem sido bem sucedido em diversos locais, como podemos ver nas reportagens que mostram uma lavanderia ecológica em Las Vegas (EUA) e em Taboão da Serra (SP).

Como podemos ler, em reportagem sobre a Rotovic, os benefícios vão além do famoso greenwashing – a propanda que diz ser “verde”, mas é só uma fachada ecológica. A empresa aprendeu a economizar os recursos naturais em outros setores. Metade da lenha usada nas caldeiras é feita de serragem, uma sobra de madeira que iria para o lixo. Máquinas modernas e econômicas, além do telhado translúcido, ajudaram a reduzir a conta de energia elétrica em mais de 50%.

“Com a economia gerada em água, lenha, luz e sacos plásticos, a lavanderia baixou os preços em 10% com relação aos concorrentes do mesmo porte e conta com 150 clientes.”

Parece uma novidade, mas o processo é longo e, conforme mostra os benefícios e lucros, atrai a concorrência. Em 2010 a Associação Nacional das Empresas de Lavanderia (Anel) lançou um Selo de Qualidade e Sustentabilidade para o setor, uma certificação adaptada às necessidades do mercado que avalia questões de qualidade, meio ambiente, saúde e segurança.

E são pequenas ações as que fazem diferença, mas que só funcionam se os “novos valores” são compartilhados com os colaboradores, fornecedores e clientes. Um projeto da Lavasecco, outra lavanderia paulistana, chamado de Atitude Eco, mudou detalhes como os porta-tíquetes de plástico (que eram descartados pela clientela) que passaram a ser pequenos envelopes de papel reciclado, a redução do uso do filme plástico sem prejudicar a qualidade do serviço (atendentes passaram a pedir autorização aos consumidores para colocar mais de uma peça de roupa na mesma embalagem), a sacola retornável feita de garrafas PET que é oferecida como brinde a cada dez itens levados para lavar. A menina do olhos parece ser o “cabide ecológico”, confeccionado com papelão certificado, que no caso da Lavasecco tem garantia extra: a logomarca é impressa em uma gráfica que possui certificação de Manejo Florestal Consciente e o gancho, de poliestireno, pode ser reciclado.

Já compartilhei aqui com vocês o que eu faço em minha lavanderia – e o post ganhou muitas dicas boas nos comentários, resultando até no envio de alguns produtos concentrados para eu testar em casa, como o OMO e o Surf líquidos, que aprovei e passei a comprar sempre – e agora deixo este convite para pensarmos na cadeia produtiva que está por trás dos serviços que contratamos. Poucos podemos lavar os edredons e tapetes em casa por conta do espaço para secar e da capacidade de nossas máquinas e tanques, não é mesmo? Mas você já tinha se perguntado como é o ciclo completo de serviços da lavanderia que contrata para estes pequenos serviços? Será que a empresa que lava os ternos e sobretudos cuida da natureza ou ao levar os produtos para lavar lá sem nem pensar a gente está “jogando no lixo” todo o esforço pessoal de cuidados com o meio ambiente em casa?

P.S. Para quem quiser reler: Quando a prática sustentável chega à lavanderia de casa. E opinar: você tem dicas de uma prática mais sustentável? Deixe os comentários abaixo, todos agradecemos por compartilhar.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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