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No dia 5 de novembro de 2015, o rompimento da barragem do Fundão liberou 55 milhões de metros cúbicos de lama com rejeitos de mineração que varreram parte do município de Mariana.

E por mais que os impactos sejam sentidos até hoje, aos poucos a história do maior desastre ambiental do Brasil deixou de ser notícia para muitos.

(Não para nós)

A Comissão Interamericana denunciaou o Brasil à OEA pela tragédia em Mariana e outros # 13 casos de violações de direitos humanos por causa da atividade mineradora são mencionados. O rompimento da barragem de Fundão, de responsabilidade da mineradora Samarco, em Mariana (MG), foi classificado como a maior tragédia ambiental da história brasileira. Mesmo assim, este é só um entre outros 13 casos elencados pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) para denunciar o Brasil junto à Organização dos Estados Americanos (OEA) – principal órgão de monitoramento do continente, do qual o CIDH faz parte. A denúncia – que será apresentada ao Governo brasileiro por 15 organizações da sociedade civil durante audiência ao vivo nesta quarta-feira, em Washington –, tratará, entre outras coisas, da falta de participação das cerca de 3,2 milhões de pessoas afetadas direta e indiretamente pelo rompimento da barragem de Fundão no acordo bilionário de reparação fechado entre as empresas e os Governos Federal, de Minas Gerais e do Espírito Santo. Emblemático, o desastre de Mariana deixou 19 mortos e um rastro de destruição que se estendeu até o litoral, cerca de 650 quilômetros distantes da cidade mineira. Até hoje, o rejeito de mineração continua sendo despejado na bacia do Rio Doce, onde ribeirinhos e indígenas lutam por recompensa por seus direitos violados. #estamosdeolho #sustentabilidade #mariana #samarco fb.com/avidaquer #agentenaoquersocomida #avidaquer @avidaquer por @samegui

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O projeto A arte nunca esquece, da Panamericana Escola de Arte e Design, nos traz para sempre a lembrança de um crime impune. O artista Marcelo Tolentino, voltou a Mariana para ouvir como os moradores estavam se sentindo, a ideia era pegar tais relatos e através da arte construir uma memória coletiva, para que nunca mais esqueçamos o que aconteceu, o descaso por parte das autoridades.

A ferramenta escolhida por Tolentino foi a lama e o papel para eternizar o rosto de quem vive em Mariana – MG.

O legal é que eles também reuniram uma lista com dezenas de instituições que ajudam as vítimas das tragédia de todas as maneiras possíveis. Veja aqui.

E veja o vídeo:

Leia também:

Lágrimas do Rio Doce

Lágrimas do Rio Doce” é o nome de exposição fotográfica “Welcome to Paradise”, que acontece até 05/06, em Modica, na Itália, reunindo o trabalho do fotógrafo de natureza Leonardo Merçon, que percorreu dez cidades de Minas Gerais e Espírito Santo, banhadas pelo Rio Doce diante três semanas, registando cenas do maior desastre ambiental do Brasil nos últimos anos. Com ajuda da equipe do Instituto Últimos Refúgios, Merçon registrou a história acontecendo, com cenas únicas do rompimento da barragem da mineradora Samarco, que despejou resíduos tóxicos sobre a bacia do rio, na região de Mariana, no ano passado. Ele fotografou alguns lugares antes e depois da lama chegar e testemunhou centenas de animais morrendo ou travando uma batalha sem sucesso pela sobrevivência. A jornalista Suzana Camargo contou que o objetivo do projeto “Lágrimas do Rio Doce” é mostrar de forma independente, através de um acervo digital com imagens e vídeos, o impacto da tragédia não somente sobre o meio ambiente, mas nas populações ribeirinhas que viviam ao longo do rio. Dar voz aos atingidos. O Instituto Últimos Refúgios fica em Vitória, no Espírito Santo, e é uma organização sem fins lucrativos, que trabalha pela divulgação da causa ambiental e para chamar a atenção para a necessidade e urgência da preservação da fauna e flora do Brasil. #agentenaoquersocomida #avidaquer por @samegui

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Tijolos de Mariana

Do processo:

(no mundo real…) Insatisfeito com o acordo arquitetado entre União, estados e mineradoras para recuperar a bacia do Rio Doce após a tragédia de Mariana, o Ministério Público Federal decidiu entrar em disputa judicial e protocolou ação que pede R$ 155 bilhões da Samarco, Vale e BHP. Os valores seriam usados para reparação dos danos sociais, econômicos e ambientais causados pelo rompimento da barragem de Fundão, no dia 5 de novembro. Inicialmente, seriam depositados R$ 7,7 bilhões. Em comparação, o acordo firmado em março prevê o uso de R$ 4,4 bilhões nos três primeiros anos, com aporte inicial de R$ 2 bilhões, e possibilidade de gastos menores nos anos seguintes – termos festejados pela presidente Dilma Rousseff, pelo então advogado-geral Luís Inácio Adams e pelos governadores de Minas e do Espírito Santo. O MPF, no entanto, diz que pedirá sua impugnação. “Esse acordo tem grande preocupação com o patrimonial das empresas e em blindar o poder público de suas responsabilidades”, afirmou o procurador Jorge Munhós à imprensa na tarde desta terça (3). A ação civil foi entregue na segunda (2) à Justiça Federal, que confirmou o recebimento. Segundo a força-tarefa de nove procuradores, o montante foi calculado com base no gasto da petrolífera BP quando houve o derramamento de óleo no golfo do México em 2010. (notícia da @gazetadopovo) #samarco #mariana #ministeriopublico fb.com/avidaquer #agentenaoquersocomida #avidaquer @avidaquer por @samegui

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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