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Um dia esta frase tinha vínculo apenas com a música do The Who e com um formato de família tão tradicional como a baladinha dos anos 1960. Mas este paradigma deixa de valer quando surgem ideias novas, retratos da atual sociedade, como filme estrelado por Julianne Moore e Annette Bening. Em “The kids are all right” (em português Minhas Mães e Meu Pai) elas formam um casal lésbico que tem sua vida alterada quando seus dois filhos adolescentes procuram o pai biológico.

Este gênero, a comédia familiar, sempre me agradou e, apesar de eu achar Julienne meio chatinha, admito que ela não busca roteiro óbvios e admiro seu interesse por participar de filmes que tenham algo mais, que abram novas janelas para um “fresh air” sobre temas mais ou menos cotidianos. Lembram de A Cor de um crime? Nele acontecia o mesmo, embora a trama mostre um caminho em meio ao preconceito racial, o olhar de quem assiste vai se voltando para um algo além, que é humano e independe da raça, sexo, lugar no qual nos encaixamos.

O filme foi um dos exibidos no Festival de Cinema de Berlim fora da competição principal e sites contam que fez a plateia rir e aplaudir o roteiro inteligente e triângulo amoroso cada vez mais complicado que obriga as personagens a repensar suas vidas. Lembrei de uma ex-colega de trabalho que tive, uma belga que tinha tido filhos biológicos em sua união com outra mulher e, depois de uns anos, apaixonou-se por um homem e teve que viver o drama da separação da família tão sonhada e constituída com tanto empenho. Este drama não depende de nossas escolhas, é uma das infinitas possibilidades que vivemos por sermos humanos, né?

Imagino que esteja aí a fonta de inspiração da diretora do filme, Lisa Cholodenko, conhecida do público pela direção de episódios de seriados como “Six Feet Under” e “The L Word”, e que também responde pelo roteiro. Esta visão foi um dos motivadores da presença de Julianne, que afirmou que o filme a atraiu porque trata da família, e não do tema atual do casamento homossexual e gostou muito da oportunidade de representar uma personagem perdida na estrutura de uma família.

“Para mim, é um retrato de um casamento e de uma família, fala de como é estar casada há muito tempo e ter filhos. Acho que a sexualidade da pessoa não vem ao caso. No caso de Annette e eu, ambas já fomos casadas, temos filhos, sabemos como é ser mães e viver um relacionamento duradouro”.

P.S. Ah, o pai é vivido or Mark Ruffalo e os filhos por Mia Wasikowska (a Alice do novo filme de Tim Burton) e Josh Hutcherson.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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