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Hoje descobri um lado novo de Niterói, a cidade que abriga a família da minha irmã.   

Se eu já gostava daqui, ao ver as praias e a indefectível paisagem (Niterói tem a melhor vista da Cidade Maravilhosa) dos fortes da região de Jurujuba, descobri pequenos paraísos que até para mim, que venho para cá desde 2010, eram desconhecidos. 

“Jurujuba” é o nome da enseada na qual se localiza o bairro que leva o mesmo nome e é uma localidade antiga da cidade de Niterói. A palavra deriva do nome tupi aîuruîuba, que significa “jurus amarelos” (aîuru, juru + îuba, amarelo). Também eram assim chamados, pelos indígenas do recôncavo da Baía de Guanabara do Período Colonial, os franceses, por “serem louros e estarem sempre a falar”.
Para muitos, a impressão que se tem é de que Niteroi acaba na Estação de Barcas Charitas, aquela do “Frescão”, a barca confortável que liga a cidade ao centro do Rio de Janeiro.
Mas um pouco à frente, surgem as embarcações – do Clube Naval à escola de vela dos Grael – que dão sinais da vocação dessa região antiga e privilegiada pela natureza.

Trata-se de uma enseada incrivel que já foi dos jesuítas e – até a expulsão da ordem do país pelo Marquês de Pombal – e ao se tornar propriedade pública, passou a abrigar um povoamento em torno da Fazenda de São Francisco Xavier, que, mais tarde, se convertera no nome daquele trecho e que substituiria o nome da enseada, passando a se chamar Saco de São Francisco. 

  
Captou os nomes dos bairros? Pois é, na Praia de São Francisco fica o Parque da Cidade de Niterói, um dos primeiros pontos de vista privilegiada para se apreciar a vista da Cidade Maravilhosa.

Mas voltando ao bairro de Jurujuba e ao seu charme: ele lembra algumas partes mais coloniais de cidades como Florianópolis e Paraty, ocupado por antigos moradores, com um quê de Itanhaem, a praia paulista que abrigou a novela Mulheres de Areia (que ostenta o título de segunda cidade mais antiga do Brasil). Meus olhos não me enganaram: fui pesquisar e achei mesmo semelhanças históricas na fundação das duas cidades. 😉

  
A vila de pescadores é uma das mais tradicionais do estado e organiza anualmente uma procissão marítima em louvor de seu padroeiro, São Pedro, no dia 29 de junho, festa que faz parte do calendário oficial da cidade.

Hoje estivemos na Fortaleza de Santa Cruz, local famoso por seu valor para impedir as invasões holandesa e francesa.

Sei que ser “cidade vizinha” de uma das maravilhas do mundo é um “carma pesado”, mas só isso não explica porque não se incentiva o turismo em Niterói. Só pode ser porque quem é daqui quer guardar para poucos as belezas locais. 

Será? 

Seja como for, me faço de “local” e agora levo mais um pedaço dessa cidade fluminense no meu coração. Para aumentar a saudade dos sobrinhos carioquinhas radicados aqui e para acalmar o coração quando preciso me lembrar de alguma beleza para respirar e continuar. 🙂 

  

 

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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