a vida quer

Nas mini-férias do final de ano revi alguns filmes antigos, de 1980-90, vários deles que marcaram gerações e minha saída da infância e adolescência. Confesso que eu nunca tinha aguentado ver Ases Indomáveis (Top Gun) e foi engraçado ver que tinha um casal formado por Meg Ryan e Anthony Edwards (que eu conheci como Dr. Green no E.R.).

Outro filme que me divertiu foi Curtindo a vida adoidado (Ferris Bueller’s Day Off ), marco da adolescência de muita gente. Hoje, já como mãe, ver as bobagens que Ferris e seus amigos faziam me deixou maluca, mas na época me diverti.

E o que falar de Nos tempos da brilhantina (Grease)? Minha turma de oitava série fez aquela coreografia (os meninos aceitaram até se fantasiar, nem sei como conseguimos!) para um eventos da escola… acredito que era o sonho das noites de verão, do romance, a importância da turma de amigos e, acima de tudo, de ser aceito apesar das nossas “esquisitices” que nos encantava. 

Como adoro trilhas sonoras, um dos meus filmes adolescentes favoritos é Conta comigo (Stand by me), com a música maravilhosa do Lennon e aquele grupo de adolescentes que faria muito sucesso depois. 

Relembrei estes marcos de uma época porque descobri que parte deles está reunida numa mostra de cinema no Rio. Com o mote dos jovens, loucos e rebeldes o Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro (Rua Primeiro de Março, 66, Rio de Janeiro, RJ) reuniu obras como território e valor de representação da rebeldia, da melancolia e da alegria, através de grandes clássicos e obras contemporâneas, passando pelo impulso do cinema de highschool norte-americano dos anos 80.

Os filmes, exibidos diariamente até o dia 24/01,  são divididos em grupos (ciclos): Juventude Vermelha (raiva, rebeldia, desvio), Juventude Azul (cansaço, melancolia, angústia), Juventude Dourada (celebração, hedonismo, alegria). E assim prometem um olhar sobre o imaginário destes filmes naquilo que têm de mais cristalizado como gênero, mas também sobre seus pontos de fuga, de cultivo do enfrentamento estético e da renovação do comportamento e da visualidade.

Vale a pena conferir a programação ou escolher pelas sinopses: Juventude VermelhaJuventude Azul e Juventude Dourada.

P.S. Apesar de não estar na mostra, fica também uma homenagem a Jovens demais para morrer (Young Guns 2), que tinha no elenco parte dos atores de Stand by me e uma trilha sonora que gosto muito. Com Bon Jovi e tudo! kkkk

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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