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Algumas vezes a gente erra feio: fomos ao cinema ver Jogos Vorazes e escolhemos deixar os meninos vendo outro filme. Ao sair da sala de exibição pensei, meio chateada, que queria muito que os meninos vissem. Pouco tempo depois, esperando por mim no lançamento de um livro, #aos12 leu o livro na área infantil de uma megastore de livros e me provou que seria do seu interesse.

Estou estimulando a violência? Não!

A história é um violenta sim, mas não chega a ser incômoda na versão de Gary Ross, com roteiro da escritora da série, Suzanne Collins. Não li ainda os livros – embora tenha combinado com os meninos que o faremos, juntos, nas férias, como fizemos no verão passado com Percy Jackson – e por isso não posso afirmar se a série é ou não para crianças. Sei que aqui, #aos9 e #aos12 gostaram e rendeu bons papos entre nós sobre a miséria humana, tanto nas condições materiais quanto na perspectiva de vida dos personagens.

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No filme notei duas semelhanças com Os Miseráveis, de Victor Hugo, na parte que trata do Distrito 12, do qual a protagonista Katniss sai para lutar nos jogos vorazes, assim como com Esparta (do filme 300, por exemplo), na parte na qual as crianças e adolescentes são treinados para lutar até a morte.

Pelo que li, não estou tão longe da verdade em minha percepção:

A escritora Suzanne Collins contou que a ideia para The Hunger Games surgiu enquanto ela zapeava canais na televisão e observou duas cenas em canais distintos: pessoas competindo em um reality show e em outro viu cenas da Guerra no Iraque. As duas coisas “começaram a se confundir de um modo muito inquietante” e a ideia para o livro foi formada. Junte-se a isso dois mitos que atraem interessados em leitura – o mito grego de Teseu (ela diz que Katniss seria como um Teseu futurista)  e os gladiadores romanos – o que garante uma grande aventura na qual nem sabemos para quem torcer.

Interessante perceber que, depois de sucessos fantásticos como Crepúsculo e mais ou menos suaves como Harry Potter, uma série como Jogos Vorazes tenha feito tanto sucesso entre crianças e adolescentes do mundo todo. Desde 2008, quando foi lançado, o enredo que mostra um mundo pós-apocalíptico em um país chamado Panem (geograficamente localizado onde seria a América do Norte) e dominado por uma metrópole tecnologicamente avançada chamada Capital,  ganhou fãs no mundo todo. Os Jogos Vorazes realizados anualmente, bem como a idade dos jovens – um garoto e uma garota, entre doze e dezoito anos, de cada um dos doze distritos do país,  selecionados por sorteio para participar de uma batalha – e a perspectiva de “Big Brother” e reality show que estão inseridas na trama me parecem ser os grandes trunfos para este sucesso entre os jovens leitores.

E para quem curtiu, fica a dica de que Jogos Vorazes está no Netflix, canal que comemora um marco com este filme: o  mais alto número de horas assistidas entre assinantes na América Latina, liderado pelo Brasil. Para os pais realmente participativos e animados, há um mapa de aventura da série no jogo Minecraft feito por fãs dos livros.

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Notem no vídeo abaixo que até quem não faz ideia da história consegue jogar, mas que, certamente, ensinar a ler e conhecer ajuda a aproveitar muito mais os jogos.

(Vale também para os pais de gamers que curtem ver youtubers perceberem o que e como falam os influenciadores desta geração. Mas isso é tema para outro post, né?)

Grande oportunidade para ver ou jogar em família e conversar sobre os caminhos que as sociedades tomam e podem tirar nossa capacidade de sentir solidariedade, afeto e identidade com os outros seres humanos, sejam conhecidos ou não. E, especificamente sobre este primeiro filme, vale considerar o valor da personagem principal que reflete o novo modelo da mocinha, a que deixa os contos de fadas para trás e assume um papel decisivo não só em sua vida pessoal, mas no caminho de uma mudança de paradigma para a sociedade na qual está inserida.

P.S. E para os pais que curtem e acompanham mais uma dica: os amigos do Titan Games promovem, todas as quinta-feiras, às 21h hangouts sobre jogos na sua Página do Google+ e o bate papo é transmitido via streaming no canal do Youtube. Fica a dica!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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