Jogos (in)ofensivos censurados

collage5.jpgNos finais de semana sou “mãe de família e esposa devotada”, mas liguei o computador agora para pegar o número do fone da minha irmã (pode que eu não achava o celular dela no meu?) e ligar para saber do sobrinho, que nasceu ontem. (Ele é lindo, lindo, lindo, estou uma “tia coruja Sam” feliz. Quem está no meu orkut pode ver a foto, porque ilustra meu álbum) Liguei o firefox e no Twitbin me deparei com a nota da Lúcia sobre censura a jogos em Goiás.

Fui conferir, óbvio. Sérgio Amadeu foi quem levantou a questão noticiada pela Folha, contando que a “17ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Minas Gerais considerou os games EverQuest e Counter-Strike impróprios para o consumo“. O Tigre de Fogo também comenta e foi lá e no RPG Online que soube um pouco do jogo e entendi a comparação com o Tropa de Elite que Amadeu fez. Muita coisa é nociva, Faustão e Huck fazem parte disto, mas nós (como geração) sobrevivemos novela das oito, mas não fomos expostos aos atuais games – que ninguém me convence que são inofensivos e que não contém mensagens subliminares aos montes – e acredito que breve teremos evidências científicas de que são nocivos. Grand Theft Auto é, sem dúvida, e como ele outros podem ser.

Como mãe eu me preocupo e não estou só, nesta semana Evellyn escreveu sobre o tema, contando suas preocupações com a migração do filho dos jogos educativos para o playstation. Os meus ainda estão nos jogos educativos de computador, por opção deles, pois não mais discuto o valor que os jogos podem ter, as orientadoras da escola do Enzo até me indicaram que deixasse ele jogar para ser menos perfeccionista, aprender a perder e recomeçar, para se cobrar menos. Faz pensar rápido, agir com precisão sob pressão, além de desestressar. Já joguei muito videogame e não sugiro uma redoma, mas considero importante que a sociedade crie regras reais – não proibição de venda quando se faz download pirata com a maior facilidade, é só googlar o termo e achar vários links – para que os jogos, como os programas de TV e música, tenham a classificação indicativa respeitada nos lares. E para que isto ocorra, recaímos na velha questão da educação, que é o que pode mudar a mentalidade do brasileiro e nos levar a um outro patamar como sociedade.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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