Você já foi conferir? MAM apresenta exposição com nove jardins construídos por vários artistas

O Museu de Arte Moderna (MAM), que fica no Parque do Ibirapuera (Av. Pedro Álvares Cabral, portão 3, São Paulo, SP) está com uma exposição diferente: o Festival de Jardins traz ao público uma instalação “imensa” feita no entorno da marquise projetada por Oscar Niemeye. Disponível ao público até 31/12 (com entrada gratuita), a mostra celebra o início da primavera e é a primeira versão fora da França de um dos mais importantes eventos de paisagismo do mundo, o Festival Internacional de Jardins de Chaumont-sur-Loire, com nove jardins (que perfazem 200 metros quadrados) construídos por artistas brasileiros e estrangeiros.

Meus filhos se encantaram com a ideia de Maro Avrabou e Dimitri Xenakis que tem 24 tipos de frutas e legumes.

#ficaadica para este que promete ser um final de semana de sol em Sampa. 🙂

Projetos e autores do Festival de Jardins do MAM:

  • Beatriz Milhazes: A artista fluminense cria um sol, fonte primeira de vida e alimentação, em semicírculos concêntricos e formas geométricas irregulares, com mais de 1.500 girassóis. As formas remetem à sinuosidade de seus trabalhos em pintura.
  • Louis Benech: No formato de um labirinto, o jardim criado pelo paisagista francês tem estrutura circular dividida por pés de milho, entremeados por árvores frutíferas. No entanto, as árvores e plantas frondosas criam obstáculos para o visitante, como num pomar que se fechasse sobre si mesmo, causando a sensação de estar perdido como nos antigos labirintos de plantas de castelos e afins.
  • Ernesto Neto e Daisy Cabral Nogueira: O jardim do artista e de sua mãe, paisagista, ambos cariocas, chama-se “Ovogênese, jardim” e é delimitado por um caminho sinuoso, cujo desenho forma uma entrada única para o centro do jardim, que visto de cima se assemelha a um feto em gestação.
  • Pazé: Os dois conjuntos de mandacarus plantados pelo artista paulistano têm esferas vermelhas com iluminação interna, mimetizando os frutos naturais dessa planta. Para o artista, esses cactos isolados compõem uma visão fantástica, que contrasta a secura típica da caatinga brasileira com o potencial alimentar do mandacaru.
  • Maro Avrabou e Dimitri Xenakis: O jardim dos artistas grego e francês, respectivamente, é composto por estantes metálicas que delimitam um espaço interno para os visitantes andarem como por entre corredores de um supermercado. Nas estantes estão fixadas latas com plantas comestíveis, identificadas por rótulos que figuram a espécie cultivada.
  • Christine e Michel Pena: O casal de paisagistas franceses criou o “Le jardin amuse-guele” (em livre tradução, “O jardim aperitivo”), simulando uma toalha de piquenique que remete a hábitos de alimentação locais.
  • Erik Borja: Apropriando-se de símbolos da cultura oriental, o paisagista de origem argelina cria um espaço em que uma estrutura de metal bruto forma o ideograma chinês Hé, que significa cereal, base da alimentação na China.
  • Florence Mercier: O trabalho da paisagista francesa traz planos verticais formados por tecido translúcido, que resultam numa construção penetrável, cujos caminhos são cobertos de ardósia. No centro, inacessível ao visitante, estão espalhadas sementes de flores campestres.
  • Michel Racine e Béatrice Saurel: Uma composição de tecidos é delimitada por árvores e cerca vegetal na obra dos paisagistas franceses. Os elementos de tecido retomam a tradição europeia de amarrar tiras de roupa de uma pessoa doente numa árvore, pela crença no seu poder de cura.
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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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