Jacinda Ardern e as mulheres na política

Nesta madrugada, um update no nosso instagram causou uma comoção positiva: tratava-se de uma pequena parte da história de Jacinda Kate Laurell Ardern, atualmente primeira-ministra dia Nova Zelândia.

“Essa é Jacinda Ardern, Primeira Ministra da Nova Zelândia (sim, o cargo mais alto). Ela tem 37 anos e é a chefe de governo mais jovem do mundo. Ela também é a primeira mulher ocidental a parir enquanto está no poder. Dois dias após o nascimento do bebê – com parteiras, padrão nos hospitais da Nova Zelândia – ela a apresentou ao país durante uma coletiva de imprensa, foi lindo. Ela a nomeou Neve Te Aroha. Te Aroha significa “o amor” em Maori. Representa TODOS os nomes que foram sugeridos (a pedido dela) de várias tribos por todo o país, e foi sua tentativa de juntar e homenagear todos eles.
Esse é seu parceiro, (não, ele não é seu marido), caminhando para a conferência de imprensa. Ele é apresentador de TV Clarke Gayford, e ele ficará em casa com a bebê Neve quando sua mulher voltar a administrar o país. Clarke usa uma blusa que ele comprou na em um brechó, e acha lógico que ele desista de seu trabalho diário para ficar em casa e cuidar do bebê.
Uma semana após o nascimento, em 1º de julho, Jacinda apresentou uma Bolsa para Famílias de 5 bilhões de dólares, que ela havia planejado no chão da casa de uns amigos antes de sua gravidez. Baseia-se no fato que os primeiros anos da vida de um bebê são os mais importantes. O pacote dá um extra de $75 por semana para famílias de baixa renda com bebês recém-nascidos, e um adicional de $700 para famílias para os custos de aquecimento no inverno também.
Também aumenta a Licença Parental de 18 a 22 semanas. Ela anunciou os detalhes via Facebook ao vivo, do seu sofá, logo depois que ela terminou de amamentar o bebê.
Porque Kiwis são as pessoas mais pé no chão, simples e sem drama que você conhecerá. E porque….. mulheres. Nós realmente sabemos como liderar e fazer bem.”
(Texto de Reirani Kiri Taurima, tradução adaptada por @veganaeasuamae)

Não a acompanho, não sei se as causas que ela defende são representativas da sua comunidade, apenas li que ela se descreve como uma social-democrata e progressista, é apoiadora do movimento operário, opõem-se a cortes de impostos para pessoas de alta renda, apoia um estado de bem-estar social que fornece uma rede de segurança para “aqueles incapazes de se sustentar”, e advoga pelo casamento homoafetivo e a liberalização do aborto.

(nem entrarei na seara destes dois últimos temas, mas se quiser saber minha opinião, pode ser textos como o review do livro Entre a Cruz e o Arco–Íris)

 

Ela tem uma história contada nas suas escolhas e carreira profissional, coisa que, no geral aqui no Brasil, a gente não valoriza.

Nossos políticos no geral são afilhados políticos de algum figurão ou meteoros que ascendem sem que a gente tenha tempo de pensar no que eles são ou representam.

O eleitor brasileiro raramente tem paciência para vascular um pouco da história das pessoas e não valoriza a memória de quem olha para trás com alguma experiência de vida. 

Mas deveríamos. Vejam o que aprenderíamos se a cada “Jacinda” a gente fosse conhecer a história dos nossos representantes.

(a gente saberia quando o desembargador foi do gabinete de um ministro condenado por corrupção, por exemplo)

Parto da trajetória da Jacinda para ilustrar. Segundo a Wikipedia:

Depois de se formar na Universidade de Waikato em 2001, Ardern começou sua carreira trabalhando como pesquisadora no gabinete da Primeira-Ministra Helen Clark. Mais tarde, trabalhou no Reino Unido como assessora do Primeiro-Ministro Tony Blair e, em 2008, foi eleita Presidente da União Internacional da Juventude Socialista. Ardern foi eleita para o Parlamento da Nova Zelândia em 2008, através da lista partidária, e em 2017 passou a representar o distrito de Mount Albert. Neste mesmo ano, foi escolhida por unanimidade como Vice-Líder do Partido Trabalhista na sequência da renúncia de Annette King.

Ué, Sam, mas ela não era da Nova Zelândia?

Como foi colonizada por ingleses, a Nova Zelândia até hoje tem como chefe de estado a Rainha da Inglaterra e canta, nos seus colégios, o hino God Save The Queen.

A Rainha Elizabeth II cumprimenta Jacinda Ardern no Blue Drawing Room – The Queen’s Dinner em 19/04/2018, em Londres. Reparem na barriga, era a bebê “Neve Te Aroha”. 

Elizabeth II (aquela mesma, a sogra da Diana) é rainha de 16 países da comunidade britânica, nos quais é representada por um governador-geral cerimonial, que detém poderes de reserva. A rainha não tem nenhuma influência política substancial e sua posição é essencialmente simbólica. No caso da Nova Zelândia, o poder político é mantido pelo parlamento, sob a liderança do primeiro-ministro, que é o chefe de governo do país.

Vale ressaltar um ponto do relato sobre o nome do bebê de Jacinda:  a questão da diversidade étnica.

A maioria da população da Nova Zelândia é de ascendênciaeuropeia (67,6%), sobretudo britânica, enquanto os nativos maoris  ou seus descendentes são minoria (14,6%). Asiáticos e polinésios não-maori também são grupos de minoria significativa (16,1%), especialmente em áreas urbanas. A língua mais falada é o inglês, trazida pelos colonizadores britânicos, embora também sejam consideras idiomas oficiais línguas nativas, como a língua maori.

Ela é uma das mulheres na política que a gente deveria acompanhar, não acham?

Eu estou de olho nas redes sociais, pois quero inspirar mulheres brasileiras a seguirem este caminho, de empoderamento sem perder sua personalidade e sem abrir mão do que são, como, por exemplo, “casar e ter filhos”.

Vem comigo?

 

 

“Essa é Jacinda Ardern, Primeira Ministra da Nova Zelândia (sim, o cargo mais alto). Ela tem 37 anos e é a chefe de governo mais jovem do mundo. Ela também é a primeira mulher ocidental a parir enquanto está no poder. Dois dias após o nascimento do bebê – com parteiras, padrão nos hospitais da Nova Zelândia – ela a apresentou ao país durante uma coletiva de imprensa, foi lindo. Ela a nomeou Neve Te Aroha. Te Aroha significa "o amor” em Maori. Representa TODOS os nomes que foram sugeridos (a pedido dela) de várias tribos por todo o país, e foi sua tentativa de juntar e homenagear todos eles. Esse é seu parceiro, (não, ele não é seu marido), caminhando para a conferência de imprensa. Ele é apresentador de TV Clarke Gayford, e ele ficará em casa com a bebê Neve quando sua mulher voltar a administrar o país. Clarke usa uma blusa que ele comprou na em um brechó, e acha lógico que ele desista de seu trabalho diário para ficar em casa e cuidar do bebê. Uma semana após o nascimento, em 1º de julho, Jacinda apresentou uma Bolsa para Famílias de 5 bilhões de dólares, que ela havia planejado no chão da casa de uns amigos antes de sua gravidez. Baseia-se no fato que os primeiros anos da vida de um bebê são os mais importantes. O pacote dá um extra de $75 por semana para famílias de baixa renda com bebês recém-nascidos, e um adicional de $700 para famílias para os custos de aquecimento no inverno também. Também aumenta a Licença Parental de 18 a 22 semanas. Ela anunciou os detalhes via Facebook ao vivo, do seu sofá, logo depois que ela terminou de amamentar o bebê. Porque Kiwis são as pessoas mais pé no chão, simples e sem drama que você conhecerá. E porque….. mulheres. Nós realmente sabemos como liderar e fazer bem.” Texto: Reirani Kiri Taurima Tradução adaptada @veganaeasuamae

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.