Já que o Abapuru mora por aqui, fomos visitar :-)

20131213-214434.jpg

Eu tinha levado os meninos a uma exposição da Tarsila na Pinacoteca há alguns anos e vimos este e outros quados emblemáticos. Para minha sorte grande, minha primeira Bienal de Artes de SP (quando ainda era adolescente) tinha Abapuru e Tarsila. Então, contando hoje, foram três chances pertinho dele.

Apesar do prazer inenarrável de visitar o lindo edifício do museu de arte latino-americana em Buenos Aires (o MALBA, moradia fixa do Abapuru, fica no bairro de Palermo), o Abapuru é a única obra da Tarsila do Amaral e há uma ou duas obras de cada artista brasileiro, com destaque para Ligia Clark, Hélio Oiticica e outros pós-modernistas e concertistas, além de um Portinari e um Di Cavancanti.

20131214-091334.jpg

Mas há outros encantos. Fiz questão de contar de Frida Kahlo para minha filha e de posar ao lado do autorretrato da artista mexicana. Me arrepiei quando comecei a falar para ela sobre o papel da Tarsila no mundo, na Semana da Arte de 22 e tudo mais… Ter uma mulher para quem passar isso tudo é fora de série!

20131214-091255.jpg

Vimos duas exposições em cartaz (ou seja, fora do cardápio permanente) que permitiu conversar com os meninos sobre arte mais contemporânea.
20131214-091431.jpg

Giorgio #aos11 se encantou com a exposição “quase” interativa de Liliana Porter, “El hombre con el hacha y otras situaciones breves“, criada especialmente (e sob medida) para a sala onde está instalada e um convite para pensarmos no homem atual como destruidor e ao mesmo tempo “reconstrutor”. Com “diálogos visuais” insólitos retratando destruições, rupturas (como a morte de Kennedy) e novas formas que surgem das mãos “do homem com machado” (título da exposição), repensamos nosso mundo.

Se puder, veja o vídeo da artista argentina montando a instalação!

Manu #aos7meses viu sua primeira exposição de esculturas. Começou bem e no clima de sonho do seu tempo, o século XXI, visto não como o mundo de múltiplas telas, mas do ser humano com espaço para sonhar e para ser muitos e ao mesmo tempo nenhum. Foi a impressão que me deixaram as figuras humanas em tamanho real, sem face, sem detalhes, com espaço para imaginarmos, criadas por Se Elba Bairon (boliviana, ganhadora do Gran Premio Salón Nacional Nuevos Soportes e Instalación y del Premio Federico Jorge Klemm a las Artes Visuales 2012), que s caracteriza pela sutileza poética, o mistério e a ambiguidade.

20131214-091519.jpg

Se você não pode viajar para fora do Brasil…

Para quem quer inspirar as crianças ou adolescentes com obras brasileiras, acho a coleção do MASP mais interessante, tem mais obras de ícones brasileiros do século XX – como Di Cavalcanti e Portinari – além de alguns quadros e esculturas de pintores europeus consagrados, dando uma visão mais ampla para quem está começando apreciar arte.

😉

Você pode gostar também de ler:
The following two tabs change content below.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.