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Sábado passado saímos pensando em ir conferir o Andy Wharrol na Estação Pinacoteca e, talvez pelo hábito de ir à Pinacoteca do Estado, acabamos lá e tivemos a chance de conferir uma exposição belíssima com um panorama do Brasil, da época das navegações ao século XX.

[Itaú Brasiliana estará lá só até amanhã, então fica como dica cultural para quem não sabe ainda o que fazer hoje em São Paulo – e também sugestão de local onde não terá festas pelo Dia do Trabalho na capital.]

São 300 itens de uma coleção iniciada na década de 1970 pelo empresário Olavo Setubal. Ele reuniu pinturas, aquarelas, livros, objetos e documentos relacionados à história do Brasil desde a chegada dos portugueses, num acervo pessoal de cerca de cinco mil obras. Um ano e meio após a sua morte,  300 itens da Coleção Brasiliana Itaú (um dos mais abrangentes acervos artísticos do período, só comparável ao da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro) enche os olhos dos visitantes na Pinacoteca. Nossa família se encantou e encontrar, como diz o curador da mostra, Pedro Correa, num só lugar um pouco de “tudo o que se relaciona à arte do nosso passado representado com peças desta coleção” foi uma experiência ímpar.

Segundo li depois, entre as raridades há uma tela pintada com tinta a óleo por Arnaud Julien Pallière que retrata a vista da cidade de São Paulo em 1821. E há muita coisa de Debret e Rugendas, dentre tantos outros artistas que contam nossa história nos livros escolares, emocionando a todos. É o caso de “Segundo Casamento de D. Pedro I, de 1829, no qual Jean-Baptiste Debret ilustra o matrimônio do jovem monarca com D. Amélia. Johann Moritz Rugendas retrata a vida colonial, a escravidão em gravuras e expostas ao lado de cartas de alforria e documentos de compra e venda de escravos. A mapas, ilustrações da flora e fauna brasileiras e perspectivas de nossas cidades, juntam-se também manuscritos de governantes brasileiros, livros encadernados para a família real e moedas fabricadas em homenagem à coroação de D. Pedro I.

#ficaadica para este final de semana. A Pinacoteca fica na Praça da Luz, 2, Luz, São Paulo, SP.

E para quem não pode vir ver, uma montagem com as fotos que tirei na ocasião. 😉

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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