Isso me traz alegria

A japonesa Marie Kondo revolucionou casas – e vidas – após lançar, em 2015, A mágica da arrumação. Seu método sensível de organização se tornou um estrondoso sucesso ao redor do mundo.

Eu li o livro assim que foi traduzido e, embora já praticasse muito do que ela sugere, incorporei a ideia que depois se tornou o título do segundo livro:

Isso me traz alegria!

A ideia de cuidar da casa, selecionar como guardar as coisas, decidir o que vale a pena guardar ou o que deve ser passado para frente, enfim, gerir seus objetos com base na alegria que trazem ao seu coração é poética, fantástica e, pasmem!, prática ao extremo. Usar o coração é libertador, traz o elemento que tem faltado no nosso mundo: o sentimento de gratidão.

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Neste segundo livro, Marie se aprofunda no tema com um guia ilustrado que ensina passo a passo como arrumar da forma mais eficiente possível cada cômodo da casa: do quarto ao banheiro, da sala à cozinha.

Cheio de dicas práticas e explicações detalhadas, o livro ensina como guardar cada tipo de roupa, documento e utensílio, como arrumar armários, armazenar alimentos, organizar maquiagens, CDs e fotografias, como envolver as crianças no processo e muito mais.

O que ela diz é simples e profundo:

Quando nos cercamos apenas de coisas que amamos, a vida flui de forma muito mais leve. A bagunça não retorna e tudo se transforma. E é aí que a mágica acontece.

Embora eu tenha lido os livros e adotado parte dos métodos dela há anos, neste verão revi tudo porque Marie Kondo chegou a Netflix.

O principal ensinamento que Marie nos traz, depois da proposta inovadora da gratidão aos objetos (e ao lar) e da alegria de tê-los em nossa vida, é o método que consiste em pensar nas nossas coisas pelo que são – roupas, livros, documentos e assim por diante – ao contrário dos outros sistemas que costumam partir dos cômodos onde os guardamos ou utilizamos.

A ideia é manter o foco nos objetos, não nos lugares.

Cito um exemplo daqui de casa: quando mudamos para este apartamento que tem a cozinha totalmente aberta com a sala, decidimos fazer do quarto dos fundos (um dia destinado a empregada, aquele que fica junto da lavanderia, sabem?) nossa despensa. Mandamos fazer uma boa marcenaria lá, com armários altos que ocupam toda área e foram pensados para nos atender em tudo. Em um ano, usando, aprimorei a ideia e tirei a parte que deveria ser de produtos de limpeza e vassouras/aspirador, deixando tudo definitivamente só para atender os objetos da cozinha.

Li o livro da Marie uns dois anos depois disso, ainda me adaptando ao novo modelo de vida sem tudo a mão na cozinha que é meu lugar favorito em casa. E foicem a ideia de juntar todos os objetos de uma determinada categoria em um único lugar, que consegui me organizar de vez. Na cozinha ficaram apenas os equipamentos (formas, panelas, eletrodomésticos,  bacias e peneiras, talheres, louça, coisas que eu uso para preparar os alimentos. As comidas mesmo ficaram na despensa, bem organizadas em potes, vidros, e, para os saquinhos (os alimentos que compro e uso inteiros, tipo pacote de macarrão) eu adotei cestinhas. Ficou bom, tudo em categorias e a mão, tudo fácil de ver e de pegar.

🙂

Isso me permite encontrar o que eu quiser até quase no escuro e indicar para meus ajudantes o que pegar ou guardar com poucas instruções, sem que eu precise ir lá pessoalmente fazer. Gente, que alívio foi para o cotidiano.

O final de cada episódio é envolvente de uma maneira diferente, os desfechos nos ajudam a entender que qualquer casa precisa de uma organização emocional.

Quer mais dicas? Veja nos vídeos da Editora Sextante:

E aqui (em inglês) tem uma reportagem:

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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