Se eu fosse para eu apoiar, seria um projeto que cuida da escola!

Sonhar junto é infinitamente melhor do que sonhar sozinho.

Confirmo isso todo dia.

Um destes sonhos coletivos que tenho é com uma educação de qualidade para todos.

E dia desses, minha comadre Simone me apresentou um projeto dizendo “seria ótimo se mais empresas poderiam investir no modelo”.

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Ela se referia ao Ismart. Criado em 1999, o Instituto Social para Motivar, Apoiar e Reconhecer Talentos (Ismart) é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que identifica jovens talentos de baixa renda, de 12 a 14 anos de idade, e lhes concede bolsas em escolas particulares de excelência e o acesso a programas de desenvolvimento e orientação profissional, do ensino fundamental à universidade.

Atualmente o instituto tem cerca de 1.000 bolsistas ativos em São Paulo (capital, Cotia, São José dos Campos e Sorocaba) e no Rio de Janeiro. A atuação do Ismart está pautada na convicção de que jovens talentos podem ser encontrados em todas as camadas da população, independentemente de faixa de renda, origem étnica ou social. A instituição acredita que, com acesso a educação de qualidade, os bolsistas podem sonhar mais alto e atingir o sucesso profissional. Eles afirmam em seu site, que desejam contribuir para mudar a composição da futura elite intelectual brasileira, garantindo que seus líderes reflitam a verdadeira face do país.

Quando vejo projetos assim, tudo que sinto, é um coração dividido…

Pondero que colocar jovens nesta idade, tão vulnerável, fora do seu ambiente social e num lugar onde se sentirão emocionalmente enfraquecidos, pode não ser a melhor solução.

Prefiro um modelo de parceria público-privada que adotasse escolas públicas, que, como acontece com aquelas praças que as empresas próximas “adotam”, cuidassem de setores da escola local como cantina, jardim, áreas de lazer e prática de atividade física, que fizesse mutirão do bem para as professoras renovarem as energias, que não só desse livros para ficar trancados na biblioteca da escola, mas fizesse saraus e clubes de leitura, sabem?

Se eu fosse para eu apoiar, seria um projeto que cuida da escola!

Cuidando da escola, os bons alunos aparecem e todo mundo sai ganhando.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.