Insônia: saiba o que fazer para evitar o problema

O feriado de carnaval nem acabou direito e minha timeline ficou lotada de avisos sobre o fim do horário de verão. Haja saúde, força e/ou firmeza para manter o corpo numa rotina que não sofra com essas oscilações todas de horários!

Uma das coisas que eu mais sinto quando tenho (1) muito tempo livre em feriados longos e (2) que viver o começo ou fim deste (discutível) horário de verão, é a insônia.

Não estou só!

O número de casos de insônia no Brasil é alto e a procura por tratamento é mínima.

uma em cada vinte pessoas busca ajuda profissional para a insônia no Brasil.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2016, 40% dos brasileiros relataram ter sofrido ou sofrer com o problema.

De acordo com o Instituto do Sono, estima-se que o problema atinja entre 30% a 50% da população e em 10% de forma crônica.

Quer ver como é fácil se encaixar neste grupo? Basta ter uma rotina que envolva dormir menos de 6 horas por noite!

O perigo é maior quando a pessoa se acostuma a dormir menos ou mal.

Quem dorme menos de seis horas por noite tem quatro vezes mais chance de morrer. Por isso, não se pode abrir mão do sono.

Um dos resultados mais comuns da insônia constante é a falta de memória. Se viu aí?

O especialista em medicina do sono do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Fernando Oto Balieiro, explica que existem dois tipos da doença:

  1. a insônia de início, quando há dificuldade para pegar no sono
  2. a insônia de manutenção, que se caracteriza na dificuldade em mantê-lo – ou seja, a pessoa dorme por algumas horas, acorda de madrugada e não consegue retomar o sono

O tratamento é amplo, englobando desde medicamentos que promovam o sono até terapia cognitiva comportamental.

“É importante também aliar o tratamento da insônia com a causa-base, que pode ser ansiedade, estresse pós-traumático ou doenças crônicas.”

Antes de tratar, porém, você pode tomar algumas atitudes simples que ajudam a melhorar o sono, como evitar alimentos pesados à noite e dormir em um ambiente escuro, confortável e silencioso.

(Ok, algumas dicas, gente, eu não consigo aplicar: ficar sem ler antes de dormir? Não ver TV no quarto?) 

“Evite atividades como ler, assistir televisão, comer e escutar música alta no quarto, pois essas ações interferem na qualidade do sono.”

Mas vale a pena tentar mudar algumas coisas se a gente nota que a insônia tem sido uma parceria constante!

“A insônia é um transtorno do sono que reduz a qualidade de vida e pode causar problemas de saúde como mudanças de humor, redução do desempenho no trabalho, assim como acidentes.”

Quem explica é o Dr. Rafael Brandes Lourenço, psiquiatra do Hospital Estadual Mário Covas e especialista em medicina do sono e psicogeriatria pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

Quem tem algum tipo de transtorno cerebral, como depressão, ansiedade ou transtorno de estresse pós-traumático ou são expostas ao estresse estão mais propensos a apresentar insônia. Além disso, quem trabalha à noite ou não tem um horário fixo para dormir também é afetado. As mulheres e idosos são os mais afetados, porém qualquer pessoa pode apresentar um quadro de insônia ocasionalmente.

As causas podem variar:

  • Os maus hábitos de sono acarretam insônia. Sendo assim, quem apresenta horários irregulares para dormir, dormindo e acordando em horários diferentes todos os dias, realiza atividades estimulantes antes de deitar ou dorme em ambientes inapropriados e desconfortáveis, como em um lugar muito iluminado, costumam dormir mal.
  • Alguns medicamentos, cafeína e álcool também podem desencadear o transtorno.
  • Existe uma diferença entre uma pessoa que não dorme porque o ambiente é inadequado, e aquela que não dorme bem em qualquer situação. Este último é o caso da insônia.
  • Quem sofre de insônia e está sendo prejudicado nas atividades diárias precisa procurar um especialista para saber o que está causando o problema e buscar uma forma de tratamento.

O diagnóstico é realizado após um exame físico e de sangue para checar como está a saúde. Em casos específicos, solicita-se que o paciente vá até um centro especializado onde é feito o monitoramento das atividades corporais enquanto a pessoa dorme, incluindo as ondas cerebrais, respiração, batimentos cardíacos e movimentos dos olhos e do corpo, conhecido como polissonografia.

Para voltar a ter um sono saudável, uma mudança de hábitos pode ser sugerida. Se não funcionar, o especialista pode prescrever medicamentos para ajudar a iniciar e manter o sono.

“Lembrando que apenas um médico pode indicar o medicamento mais adequado, assim como a dosagem e duração do tratamento. A pessoa não deve se automedicar, pois pode prejudicar a saúde. Cada pessoa tem necessidades de sono diferentes. O ideal é dormir de 7 a 8 horas por noite.”

Confira algumas dicas para evitar a insônia e ganhar qualidade de vida:

– torne seu quarto um ambiente confortável e próprio para o sono;
– torne o período antes de dormir um ritual, e faça atividades relaxantes;
– evite dormir com luzes acesas ou televisão ligada; notebooks, celulares e computadores contém luz azul que podem inibir a melatonina e atrapalhar o início do sono;
– estabeleça um horário fixo para dormir e acordar e tente utilizar a cama apenas para dormir e atividade sexual;
– evite ou diminua o consumo de cafeína e álcool;
– atividade física promove uma boa noite de sono, desde que realizada longe do horário de dormir.

🙂

 

 

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.