Infância 80

novelas-anos-80-musicas.jpgEste é o nome de um site e comunidade no orkut, dentre outras comunidades. Mas também é tema de uma nostalgia que li hoje na Kaká, em Música e Cinema. É fato que as músicas da época deixavam a desejar nos arranjos (outro dia li sobre Exagerado, que lançou Cazuza na carreira solo e tive que admitir que a música – a cara dos anos 80 na letra – tem um arranjinho triste) e que vai ficar ainda melhor quando começarem a ser revisitadas. Mas eu adoro os anos 80, para mim lembram os tempos de escola. Eu tenho uma teoria. Gostamos das músicas do tempo que nascemos ou éramos muito pequenos, além, claro, das que guardamos na memória mais consciente (como meu caso com a escola). Ela nos remete, sem escalas, ao tempo em que ouvíamos musicas sem analisar, só aproveitando, como uma criança mesmo.
Na última viagem de Curitiba para São Paulo voltamos ouvindo uma série de CDs que meu pai comprou no Reader’s Digest – será que tem coisa mais deliciosamente característica dos pais da nossa geração do que esta revista e os CD’s e livros deles? Para mim não tem!

A coletânea chama Sucessos Inesquecíveis de Grandes Novelas e traz músicas divididas em paixão, sucessos, para lembrar, populares e as inesquecíveis. Viemos cantando alto – levando os meninos aos risos no banco de trás – e tentando lembrar de qual novela se tratava, contando da trama e dos personagens. Sim, eu vi muita novela na infância, talvez tenha sido doutrinada pela telenovela e considero este um símbolo da família brasileira formada nas décadas de 1960-80. Já a minha família certamente terá contornos de seriadinhos, da TV a cabo que tem em cada um programas favoritos. Se você tiver umas músicas de novela favoritas e especiais, conte também, mas não deixe de comentar aqui ou me avisar do post! Bom domingo a todos.

P.S. Há alguns anos recebi um e-mail que ressaltava a diferença da nossa infância com a de nossos filhos e achei o texto agora num blog, numa versão meio lusitana, mas que me tirou o mesmo sorriso do rosto pela nostalgia. Está aqui. Por falar em Portugal, interessante notar como a influência desta época lá. Ontem visitei a Sofia e ela citava uma música de Roberto Carlos. Aliás, sua crônica de viagem à França no final de ano é muito boa e traz um panorama “nostálgico e atual” da Paris portuguesa.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.