cidadania / sustentabilidade

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Reparem no olhar de deboche do segurança e imaginem o despreparo do staff do Extra na foto. Ao sair do caixa, após uma compra, me deparo com o supermercado cheio de criancas e idosos enquanto três seguranças armados mexem nos caixas abertos há mais de hora.

O que fazer? Chamei a gerência para informar a situação e pedir informações. Gerente não estava e descobri que os poucos encarregados também temiam pela vulnerabilidade da situação que já durava algum tempo na loja. Eles, no entanto, estavam sem ação. Saquei o celular e fui fazer checkin para registrar a reclamação do local. E foi nesta hora que os dois seguranças mais próximos começaram a rir da minha iniciativa, encarando-me com este olhar da foto, que fiz questão de subir nas redes sociais.

E por que tanto estardalhaço?

Porque depois acontece um “acidente” fatal e as pessoas apenas se ressentem e reclamam da falta de segurança e respeito.

A hora de reclamar, fazer valer os direitos de cidadão e de consumidor, é exatamente esta, aquela na qual nos deparamos com as atitudes erradas!

Eu faço minha parte aqui, relatando publicamente o ocorrido, da mesma forma como reforcei com os funcionários da loja a gravidade da exposição (dos clientes e da equipe) à situação absurda que se estendia há cerca de 2h sem solução por parte da operadora das máquinas de caixa eletrônico (eram 2 estragadas e abertas na parte da frente do supermercado).

Fica aqui meu alerta ao leitor de que só com reação firme da nossa parte estes acintes deixarão de ser comuns. E com quem trabalha em locais assim, a lembrança de que não vale a pena arriscar sua saúde e sua vida num local que não cuida da segurança e bem estar de quem está ali. E, sinceramente, acho que poderia ser um ponto para os supermercados e afins criarem uma estratégia quanto aos prestadores de serviços secundários nas suas lojas, quem sabe até iniciando uma campanha dos varejistas acerca do tema? Todas as boas mudanças começaram com situações assim, não é mesmo?

P.S. Para quem gostaria de saber onde é a loja, fica na rua Fernando Falcão, na Mooca, São Paulo, em frente ao Batalhão de Bombeiros. Fiz checkin lá na hora do flagrante e está registrado (com geolocalulização no arquivo da imagem) no Instagram, Twitter e Foursquare.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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