cidadania / destaque

  
  
Igualdade em todas as esferas. Mas que seja real, pautada na competência para a tarefa e se traduza em igualdade de direitos para a sociedade. Como minoria étnica, eu também gosto de me ver representada.

Aliás, um símbolo importante do novo governo canadense é a ministra da Justiça Jody Wilson-Raybould, uma indígena canadense que chefiou as Primeiras Nações da Columbia Britânica (oeste). Ela será a responsável por implementar a promessa do novo premiê de lançar uma investigação pública sobre desaparecimentos e assassinatos inexplicáveis de mulheres indígenas no país.

Outra mulher que comporá o gabinete de Trudeau é Catherine McKenna, que comandará o Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas e representará o Canadá na Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (COP21), entre novembro e dezembro, em Paris.

Além da metade do gabinete ser formado por mulheres, entre os ministros, segundo o jornal The Globe and Mail, também há um atleta paraolímpico e um refugiado afegão fugido do talibã. E a questão dos refugiados parece ser um pilar do novo governo, que prometia na campanha incentivar o acolhimento de refugiados.  Horas após ser eleito, Trudeau (filho do ex-premiê Pierre Trudeau, que esteve à frente do país entre 1971-1984) declarou que iria acabar com a participação de seu país nos ataques aéreos da coalizão liderada pelos Estados Unidos contra o EI (Estado Islâmico) no Iraque e na Síria.

 

Força política ele tem pois seu partido conquistou a maioria absoluta (184 dos 338 assentos) do parlamento, enquanto seus opositores têm 100 cadeiras. Parlamentarista, o governo canadense funciona dentro do modelo da Commonwealth, tendo outras ex-colônias inglesas como Austrália, Índia, República da Irlanda, Jamaica, Malásia, Nova Zelândia, Singapura e Malta como parceiros ao longo da história. O  Gabinete é um conselho de políticos, liderados pelo primeiro-ministro do Canadá e cada um dos membros deste gabinete é líder de um departamento ou ministério. Daí a importância deste gabinete plural.

Vamos acompanhar!

Aliás, como não acompanhar o Canadá quando praticamente todo mundo no Brasil atual tem um amigo ou parente que migrou para lá? Já parece o fenômeno dekassegui da década de 1990, concordam?

Esse governo faz até os mais firmes, como eu, começarem a pensar com carinho naquele país. E que todos os governantes descubram que, afinal, estamos em 2015!

🙂

  


Estatísticas