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(Foto por Eberhard Grossgasteiger Retirement Home, St.Johann, Italy. Pixabay)

(Foto por Eberhard Grossgasteiger
Retirement Home, St.Johann, Italy. Pixabay)

O dia 15 de junho marca o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, data instituída em 2006, pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Rede Internacional de Prevenção à Violência à Pessoa Idosa (INPES).

O objetivo é sensibilizar a sociedade para o combate das diversas formas de violência cometida contra a pessoa com idade igual ou superior a 60 anos.

A data me assombra – Me pergunto por que “celebrar” um dia contra a violência? Que mundo é este em que precisamos deste dia? – e a consciência do tempo também, pois em uma década e meia eu estarei nesta faixa etária e d-u-v-i-d-o que me sinta idosa #aos60!

All together – idosos criam república para envelhecer com amigos 

Mas muitos se sentem não só idosos, como desamparados e solitários. A solidão, creio, ainda é o maior motivo de vulnerabilidade dessa população porque os deixa à deriva, à margem de tudo e sem esperanças.

Eu cresci com avós viúvas morando com meus pais. Tenho até vergonha de chamar minha vó Maria de “idosa”, pois eu nasci quando ela tinha apenas 49 anos, mas a mãe do meu pai, que me conheceu com 71 anos, sempre teve esse status e levava isso numa boa.

Elas faleceram quando eu tinha 14/15 anos e, talvez até para compensar essa ausência, por alguns anos na adolescência eu fiz um trabalho social num asilo de idosas em Curitiba. Anos depois, já morando em São Paulo, fui vizinha de uma senhora idosa muito solitária que se tornou uma avó para meus filhos.

E hoje eu acompanho bons projetos à distância, pensando nos meus velhinhos que moram em Curitiba e estão tão fortes e saudáveis que ainda são os que cuidam de mim, não são cuidados.

Um dos projetos que destaco é o Terceira IBAB, da comunidade que frequento. Com encontros às terças-feiras, das 14h30 às 17h, o grupo reinventa a melhor idade e se prepara também para os desafios que essa fase de vida nos traz. A IBAB fica na Rua Gustav Willi Borghof, 480, 01144-080 São Paulo. Telefone para contato:  (11) 3618-3030.

E, apesar de ser uma igreja, os encontros não são de oração, são de vivências, como este com a cantora Raquel Braga.

A música faz bem, não importa a quem. Na infância ou terceira idade, cantar, tocar instrumentos, dançar, escutar atentamente uma canção, possibilita expressar e compreender o que há de mais profundo em nossas emoções e razão. Habilidades musicais e não musicais são desenvolvidas e aprimoradas também. Ontem passei parte da tarde com um grupo de idosos fazendo música e partilhando sobre a nossa cultura popular. Partilha prática em que os nossos queridos dividiram ao final da oficina: “revivi a minha infância”, “cheguei triste e saio animada daqui”, “não imaginava estar com a memória boa!” Emocionei-me junto com eles. #ibabmissao #ibab #raquelbra #musicaparaaterceiraidade #oficinamusical

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Você gosta de conviver com idosos? Sabe que isso pode ser uma profissão?

diversos cursos que capacitam pessoas para que acompanhem o envelhecimento saudável, ensinando a cuidar de idosos com e sem necessidades especiais na sua rotina, preservando e valorizando a convivência social e familiar do idoso.

Muitas vezes, ter uma ajuda pode significar muito para os familiares que cuidam dos seus idosos.

Outras vezes basta ter um local para conviver fora de casa, companhia e distração. Um ou dois dias sem ficar “preso em casa” faz bem para o idoso e para seus cuidadores.

Em Curitiba, o Lar Santa Mãe Junshin, tem minha simpatia porque é fruto da comunidade onde meus filhos mais velhos fizeram pré-escola (e eu avalizo sempre o trabalho das irmãs do Imaculado Coração de Maria de Nagasaki) e porque os pais do meu marido conheceram para levar a avó dele, uma senhora muito longeva que viveu os últimos anos de vida em Curitiba sentindo saudades dos amigos paulistas.

O projeto tem a proposta de ser um “day care” para idosos, ou, em bom português, um “centro-dia” para idosos, um ambiente destinado a atender idosos durante o dia que necessitem de acompanhamento nas suas atividades diárias.

Aqui há uma clara proposta religiosa, pois na missão do projeto está “trabalhar numa espiritualidade católica de amor e serviço”, mas há também o compromisso de “cuidar adequadamente do idoso, proporcionando um ambiente tranquilo e seguro,desenvolvendo atividades que visem manter a dignidade,resgatar o respeito e melhorar a qualidade de vida dos participantes e seus familiares”.

O espaço atende pessoas acima de 65 anos de ambos os sexos, das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira. Contatos: telefone 41 3235-5557 e e-mail lar.junshin@gmail.com. O Lar Santa Mãe Junshin fica na Rua Amauri Lange Silvério, 984,  Curitiba.

Você conhece outros projetos para terceira idade que são interessantes? Conte para nós! Indique nos comentários ou mande sua história para avidaquer@gmail.com.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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