Fantástica em qualquer idade (até na Idade da Loba)

“Idade da loba é termo que se aplica a mulheres balzaquianas (entre 35 a 40) que, muitas vezes após a dissolução de um relacionamento e com seus filhos já criados, assumem uma postura mais ativa, buscando auto-afirmação e realização no plano profissional, social e — principalmente — amoroso.”

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Hoje finalmente vi, ao vivo e a cores, a comentada capa da revista Claudia que traz Luiza Brunet (48 anos) sem photoshop. Não por acaso uma das chamadas dizia: Fantástica em qualquer idade. Quem me lê há algum tempo já me viu comentar a beleza de Heidi Klum em Sexy aos 35 e sabe que acredito que beleza, felicidade e realização não dependem de idade cronológica.

Além da Brunet, que é maravilhosa sempre, outra capa de playboy que foi uma “Cleo Pires” da minha geração mostrou em fotos sensuais que está com tudo: Luciana Vendramini voltou com tudo, aos 39 (e turbinada, vale comentar, né?), em um ensaio sensual.

Será que a sociedade passará a “aceitar” e, quem sabe, até valorizar as mulheres que estão na idade da loba? E por falar nesta fase, você sabe de onde surgiu o termo que denominaria a Vendramini?

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Segundo li, duas teorias que explicam a origem do termo:

  • a primeira diz que a expressão é uma referência e ao mesmo tempo uma resposta irônica a teoria de Freud que o homem quando chegava aos 40 estava na idade do lobo, se referindo a vitalidade sexual, passam a adotar atitudes de auto-afirmação de juventude e virilidade por não aceitar o próprio envelhecimento;
  • a segunda por sua vez diz que a origem do termo “idade da loba” é em razão do título de um livro “Quarenta: a idade da loba”, de Regina Lemos. O livro retrata as mudanças no universo feminino ocorridas durante a década de 60, os “anos rebeldes”, quando essas passaram a ir de frente aos padrões de comportamento da época. A autora se refere à essas mulheres como lobas, em alusão ao fato de elas se rebelaram contra a condição de chapeuzinho vermelho, para se equipararem aos homens, ou ao lobo mau. Assim, com a liberação sexual, as mulheres que se rebelaram com essa condição inferior também começaram a assumir a postura de loba má, mandando um recado bem direto: não são só os machos que podem fazer suas presas. Como na data da publicação do livro a geração de jovens dos anos sessenta estavam na casa dos quarenta, este termo passou a ser aplicado a todas as futuras gerações de balzaquianas.

[update] Flávia Penido (@ladyrasta) tem um texto bem legal sobre esta idade: A vida aos 40 ou… adoro ser balzaca. Se você também já tiver tocado no tema, por favor, me avise e linkarei, vai ser excelente para os leitores verem várias visões! 😉 [/update]

P.S. Respondendo a um comentário do @fabiommayer eu lembrei de outro livro de lobas:

Não li (nunca consegui achar para comprar) o livro “Quarenta: a idade da loba”, de Regina Lemos, mas a ideia das lobas me remete à Mulheres que Correm com os Lobos: Mitos Histórias (de Clarissa Pinkola Estes). Quando li, por sugestão de minha sogra, gostei de ver o panorama que mostra, ao longo dos séculos, como as mulheres domesticaram seu lado selvagem, a porção criativa e energética do seu ser. E conhecer os 19 mitos abortados pela autora (analista junguiana) afia as garras da energia vital feminina….

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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