IBOPE revela o universo feminino

Recebi este release outro dia e posto aqui, sem comentários pessoais (por enquanto):

O IBOPE Inteligência realizou, em parceria com o Grupo Abril, uma pesquisa inédita que desvenda um amplo panorama do universo feminino e seus movimentos nas áreas do comportamento, das emoções e dos papéis sociais. Intitulado de “Movimentos Femininos”, o estudo aborda as perspectivas e os desejos das mulheres brasileiras das classes AA, AB e C.

Comparada com monitoramentos realizados anteriormente, entre 2003 e 2005, a pesquisa sinaliza mudanças relevantes nas atitudes e nos valores desse grupo. “A mulher brasileira está se tornando menos conservadora e mais voltada para o presente do que para o futuro. Isto significa uma maior preocupação com qualidade de vida e a busca por prazeres imediatos. Também constatamos no estudo que se acentua o desejo e a busca por maior autonomia, ou seja, maior liberdade nas escolhas”, explica Nelsom Marangoni, CEO do IBOPE Inteligência.

O estudo aponta que para as mulheres de classe social AB a questão profissional vem perdendo força: elas estão lidando melhor com as pressões, estão mais seguras e mais preocupadas consigo mesmas.

As mulheres de classe social C vêm se aproximando cada vez mais do perfil da mulher AB, apresentando mudanças intensas: estão mais independentes, mais conscientes, buscam realização pessoal, não mais só através dos filhos e da família, e estão orientadas para o atendimento de suas necessidades pessoais.

Já as mulheres de classe AA mostram-se muito focadas no trabalho e sentem-se mais socialmente responsáveis, embora ainda exista distância entre o discurso e a prática. Elas são menos conservadoras e mais críticas, diferenciando-se das demais e dos homens.“Percebemos que surge mais intensamente a valorização do social e da espiritualidade entre as mulheres, embora continuem presentes, mas com mudanças de foco, questões como a valorização da família, aspectos pessoais e de carreira”, explica Marangoni.
Família e casamento

O estudo “Movimentos Femininos” mostra que o casamento é um desejo marcante entre as mulheres brasileiras de todas as classes sociais, e que o divórcio é mais aceito pelas mulheres de classe AA.

O público feminino percebe que o futuro trará novos arranjos familiares: 95% das entrevistadas de classe AA acreditam que “os casais terão menos filhos” (na classe AB este número cai para 80% e na classe C para 72% ) e 87% entendem que “haverá mais mulheres sozinhas com filhos”, enquanto apenas 64% das mulheres da classe AB e 67% das de classe C acreditem nessa afirmação.

A flexibilização nos relacionamentos aparece também na questão “haverá mais casais homossexuais morando juntos”, respondida como afirmativa por 92% das entrevistadas de classe AA, por 75% das de classe AB e por 74% das de classe C.
As classes AB e C têm níveis de satisfação muito altos no que diz respeito aos relacionamentos com a família e filhos. Já as mulheres de classe AA, encontram no trabalho sua satisfação máxima.
Trabalho

A pesquisa revela que o trabalho tem significados diferentes para cada grupo de mulheres. Para o público feminino de classe AA, a conceituação de trabalho é mais complexa e ampla, significando desenvolvimento intelectual e pessoal, realização e destaque como profissional. Já para as mulheres de classe AB, o significado abrange desenvolvimento pessoal, e para as de classe C ajuda na renda familiar. O desejo pela independência, porém, é fator comum, segundo o estudo, em todos os grupos. “O segmento feminino busca no trabalho a satisfação de necessidades diferentes e isto deve ser observado pelas empresas, para não gerar frustrações”, destaca Marangoni.

Questionadas sobre a percepção em relação à própria qualidade de vida, as mulheres de classe social AA são as mais insatisfeitas. Considerando 10 excelente e 1 péssimo, elas dão nota 6,9 para a sua situação atual. As entrevistadas da classe AB ponderam nota 7,8 e as de classe C 7,4.

A pesquisa “Movimentos Femininos” ouviu 1. 750 mulheres entre 18 e 49 anos, das classes AA, AB e C. O estudo cobre os principais mercados brasileiros e capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Salvador e Recife, além do interior de São Paulo.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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