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Há quase dois anos, em setembro de 2013, eu pude presenciar o lançamento oficial de um trabalho excepcional que considero inovador e realmente futurista: o Coletivo Floresta.

Essa história e os resultados dos esforços dessa parceria do bem estarão no I Seminário Internacional Índice de Progresso Social IPS Comunidades, que acontece em Manaus, nesta quarta-feira, 24 de junho, das 10h30 às 13h30 (horário de Brasília).

Durante o encontro, serão apresentados os resultados do IPS Comunidades, um mapeamento social inédito de comunidades do Território do Médio Juruá, no Amazonas. O estudo foi realizado com o apoio das duas empresas, que têm relacionamento comercial com comunidades fornecedoras de ativos da biodiversidade local.

 
Lembro bem de ouvir de Claudia Lorenzo, do Instituto Coca-Cola, uma frase que me marcou e me faz respeitar e apoiar não só este projeto, mas todas as iniciativas sociais ligadas aos Coletivos da empresa: “nós entramos para ficar”.

Ela se referia ao fato de que a Coca-Cola Brasil tem um projeto de longo prazo com as comunidades que atende, seja nas comunidades ribeirinhas, nos morros cariocas (ou em complexos de favelas, como o Alemão) ou no relacionamento com influenciadores como nós do Viva Positivamente.


E esses dados de hoje refletem isso em números e resultados. No entanto, para quem acompanha como eu faço desde 2010, é mais do que um cenário bonito para divulgar para a imprensa, é um trabalho contínuo e vivo, sem data para acabar e sem limite para os sonhos.

Veja como esse desafio do Del Valle Reserva (que serve superfrutas, sendo o açaí a grande estrela) criou um projeto que nos dá razões para acreditar num mundo diferente.


A Coca-Cola Brasil queria lançar um produto novo com açaí, comprovadamente um alimento excepcional para saúde. Mas ele é exigente em termos de conservação e de tempo de vida até ser industrializado. Além do mais, é extraído do meio da floresta mais famosa e discutida do mundo.

Para fazer isso, como indústria, haviam dois caminhos:

– comprar a fruta de grandes fornecedores, sem garantia de que a extração seguiria critérios de manejo sustentável

– entrar na floresta para treinar famílias a coletar o açaí nativo sem derrubar a mata ou prejudicar o ciclo de reprodução das árvores

Sou testemunha de que eles fizeram a segunda opção. Por esta decisão, ao mesmo tempo melhoraram as condições de vida numa das comunidades mais pobres do país, em que a renda per capita média é de 142 reais por mês. E a matéria-prima extraí­da por mais de 600 famílias da região do Médio Juruá, pertencente ao município de Carauari, no Amazonas, mudou a história deles – e a nossa também.

É isso que foi “contabilizado” e está no seminário que acontece hoje em Manaus e você pode assistir aqui no blog.

O Seminário contará com a presença de Michael Green, diretor-executivo da Social Progress Imperative (SPI), organização criada por Porter para difundir o índice.

Confira a programação que você pode acompanhar ao vivo na caixa de vídeo incorporada no post:

10h30 às 12h (horário de Brasília)

– O IPS dos países do globo – Michael Green (Social Progress Imperative)

– O IPS Amazônia – Beto Veríssimo (Imazon – Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia)

– O IPS Comunidades – Graziela Castello (Ipsos)

 

12h às 13h30 (horário de Brasília)

– Território Médio Juruá e geração de Valor Compartilhado – Pedro Massa (Diretor de Valor Compartilhado da Coca-Cola)

– O IPS Comunidades como instrumento de diagnóstico e gestão do Território Médio Juruá – Renata Puchala (Gerente de Sustentabilidade da Natura)

– Desenvolvimento Territorial e IPS Comunidades sob a perspectiva de organizações de base, empresas, ONGs e poder público local – Adevaldo Dias da Costa (Memorial Chico Mendes), Eduardo Taveira (Fundação Amazonas Sustentável – FAS), Susy Barros de Lima (Vice-prefeita de Carauari), Renata Puchala (Natura) e Pedro Massa (Coca-Cola).

O IPS Comunidades foi desenvolvido e implementado a partir da metodologia do Índice de Progresso Social (IPS), concebida pelo economista americano Michael Porter para medir a performance social e ambiental das nações, independentemente do desenvolvimento econômico.

Pioneiro no mundo ao utilizar dados primários para mensuração de desenvolvimento socioambiental a nível local, o IPS Comunidades reproduz com mais exatidão as necessidades e demandas das comunidades ouvidas. O índice foi elaborado no âmbito da rede Progresso Social Brasil, com apoio técnico da empresa de pesquisa Ipsos.

Saiba mais aqui.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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