51% dos homens acima de 40 anos não fazem exames preventivos (por medo!)

Nesta semana fiz um jantar especial e super saudável para minha família no Dia do Homem. 15 de julho, data muito menos comemorada e lembrada do que o Dia da Mulher, mas importante para quem como eu, tem maioria masculina na família e quer mudar a forma como as novas gerações reagem diante dos cuidados médicos.

Tradicionalmente os homens têm medo de médico e de hospital. Meu pai é assim. Meu avô também devia ser. Mas quero que meu marido e meus filhos sejam diferentes!

Um estudo feito com 3.500 homens acima de 40 anos, em sete cidades brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e Goiânia), mostra que, além de ir ao médico com pouca regularidade, o público masculino desconhece informações importantes para viver e envelhecer com mais qualidade de vida e bem-estar. Veja o que a pesquisa mostrou:

  • 28% dos entrevistados têm como maior preocupação ficar impotente, contra 25% que afirmaram temer a perda do emprego ou ser traído pela parceira;
  •  51% dos homens não costumam ir ao urologista ou ao cardiologista com regularidade;
  •  Entre os problemas de saúde que podem afetar os homens, o câncer é o que mais preocupa, com 20%;
  •  83% dos homens não conhecem os sintomas da andropausa;
  •  55% dos homens desconhecem a medida de sua circunferência abdominal atualmente;
  •  59% não sabem qual a medida ideal da circunferência abdominal para evitar problemas de saúde;
  •  48% dos homens não sabem ou nunca ouviram falar sobre a reposição hormonal masculina com testosterona.

A pesquisa, realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), em parceria com a Bayer, detectou outro detalhe neste comportamento brasileiro: o papel da mulher como um importante agente transformador deste cenário.

Mesmo buscando pouco os tratamentos preventivos, maioria dos pacientes que vai ao médico ainda admite ser levado pela companheira.

Parece aquela piada do marido falando “em casa eu que dou a palavra final: sim, querida”. Mas é a pura verdade. Temos este poder e devemos usar da melhor forma. É o que os especialistas notam nos consultórios. Dr. Carlos Corradi, médico urologista, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia conta que

“Ainda hoje existe muito preconceito em relação à saúde masculina. O homem precisa ter consciência de que exames como o de toque não vão fazer com que ele perca a virilidade. Nesse ponto, a participação da mulher é muito importante: 90% dos pacientes vão ao consultório levados pela companheira. Dessa forma, elas têm papel preponderante na prevenção de doenças como o câncer de próstata.”

Quer saber como ajudar os homens da sua família?

Para começar, observe os sinais de alerta que podem evidenciar que o parceiro precisa consultar um médico:
  • Alteração no humor;
  • Disfunção miccional – dificuldade ou dor para urinar, alteração na frequência – como passar a levantar durante a noite para ir ao banheiro – urinar com jato mais fino.
  • Desinteresse sexual e/ou disfunção erétil.
  • Perda de peso e/ou adinamia (redução da força muscular).
 Como a mulher pode incentivar o parceiro a se cuidar em casa?
  • Ajudando-o a manter uma alimentação mais equilibrada, que inclui a diminuição de ingestão calórica, gorduras, sal e açúcar (esse especialmente a diabéticos).
  • Sinalizando possíveis sinais de estresse e de alteração no humor.
  • Incentivando-o a buscar um médico, especialmente de maneira preventiva, uma vez ao ano. O primeiro passo é o procurar clinico geral que irá fazer o rastreamento de possíveis sinais e direcioná-lo a um especialista, caso necessário.
 Quais os principais exames de rotina para o homem?
  • Colesterol, glicose e hemograma.
  • Próstata e PSA (antígeno prostático especifico) a partir dos 45 anos – para homens com histórico de câncer na família – e a parir dos 50 anos caso não haja histórico familiar.

Outra informação imprescindível! Sempre que for ao médico, seja homem ou mulher, é importante que o paciente esteja acompanhado por alguém próximo. No caso do homem, dividir este momento com a parceira pode ajudar no melhor entendimento da consulta e em possíveis tratamentos! Então, vamos lá, observar os sintomas e fazer a nossa parte, né? 🙂

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.