Hoje é dia de circo!

A história do circo se funde com vários momentos da humanidade e está intimamente ligada ao prazer infantil de simplesmente se divertir, sem preconceitos, questionamentos ou complicações. A idéia básica do circo é de uma companhia itinerante reunindo artistas de diferentes categorias (malabares, palhaço, acrobacia, monociclo, adestramento de animais, equilibrismo, ilusionismo) que se apresentam numa série de atos que divertem o público em coreografias com músicas. As apresentações que acontecem numa arena circular com assentos ao redor – podendo ou não ter uma tenda que o cubra – favorecem a idéia de que o circo depende da platéia.

Para mim o circo surgiu com Saltimbancos Trapalhões, filme de Renato Aragão que tinha Lucinha Lins como protagonista – aquela mocinha por quem Didi passava o filme apaixonado e que ao final casava com um “galã”, deixando-o com uma “carinha de Carlitos” que encantava e conquistava a platéia.

Mas o circo é muito antigo. Na Roma Antiga ele era uma construção para exibição de cavalos e corridas de bigas, shows equestres, batalhas encenadas, shows de animais adestrados, malabaristas e acrobatas, numa possível inspiração das corridas de biga dos gregos. Dizem que com a queda de Roma os grandes circos desapareceram da Europa, sobrando apenas treinadores de animais e outros artistas itinerantes. No entanto, havia circo no oriente, como mostram descrições de circo na China desde a Dinastia Han ( 206 a.C. a 220 d.C.).

Historiadores indicam que o conceito moderno de circo remonta ao final do século XVIII e apontam Philip Astley como um dos pioneiros da época e o responsável pela popularização do circo na Inglaterra. No Brasil o circo chegou no século XIX, em manifestações marcadas por interpretações teatrais, creio que ao melhor estilo Lisbela e o Prisioneiro – está bem, a venda de elixir, que está no trecho abaixo, lembra também O físico de Noah Gordon, mas é um belo espetáculo popular.

Há um movimento chamado de novo circo e ele adiciona às técnicas de circo tradicionais à influência de outras linguagens artísticas. Saem os animais e entram dança e o teatro, num belo trabalho que encanta a todos em companhias como o Cirque de Soleil e o Unicirco.  Há várias companhias e escolas de circo moderno no Brasil, como a Academia Brasileira de Circo (Circo Spacial), Circo Roda BrasilCirco VoxCirco AlegriaGalpão do CircoAcademia Brasileira de Circo, Jogando no Quintal – curso de Clown, Trip CircoEscola de Circo de LondrinaCentro Londrinense de Arte Teatral – CLACCirco BrasíliaTeatro de AnônimoSe essa rua fosse minhaCirco GirassolCirco SpassoEscola Picolino de Artes do Circo. (Dados da Crescer)

Fernando Souza gentilmente me avisou há alguns dias que as apresentações do Festival de Circo e Espetáculos de Rua – que comemoram o Dia do Circo (27 de março) no Beco do Projeto Cidade Escola Aprendiz, na Vila Madalena aconteceriam neste final de semana. Quem for até a rua Belmiro Braga esquina com a rua Luis Murat na Vila Madalena vai ver malabares, acrobacias, monociclo, trapézio, tecido, pirofagia, perna de pau e samba de roda. Há também um palco aberto no qual qualquer pessoa da platéia pode apresentar seus números. Conforme a programação, no dia 31 acontecem competições circenses e malabrísticas. Fernando deu link para a galeria de fotos do Circo no Beco no Flickr e para um vídeo das apresentações. Gostou? Então, siga os conselhos dele:  leve a família, vá com roupas confortáveis e pronto para se divertir!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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