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“Sabe aquela história da sua família que todo mundo acha engraçada?
É hora do Brasil inteiro se divertir com ela. Participe da promoção Histórias em Família. “

Os homens da minha família sempre gostaram de cozinhar. Digo meu pai, os irmãos dele, meus primos, enfim, meu lado japonês… meu pai sempre foi o churrasqueiro das festas do padroeiro da cidade onde nasci, os tios também e quando aconteciam os encontros de família não era nada raro eles inventarem alguma “bagunça na cozinha” com o que eles pescavam ou caçavam – sim, no interior da década de 1970/80 os homens ainda saiam juntos para coisas primitivas assim!

Sempre achei que eu tinha “puxado” este talento todo e desde muito cedo eu me liguei na cozinha. Aos 9 já dava muitos pitacos na cozinha e nas compras da casa dos meus pais e, apesar de ser “um toquinho” e precisar de banquinho para usar fogão e pia, eu inventava mil e uma coisas, ansiosa pelos aplausos que recebia como minichef.

Mal sabia eu que meu reinado teria vida curta. Quando comecei a namorar o Gui, aos 18, eu tentei fazer meus quitutes, mas, pouco o pouco, perdi lugar para o talento dele. Sabem aquele papo do esforçado e do natural? Eu sou o primeiro, meu marido o segundo. Então, apesar de meus esforços e carinhos com a comidinha de mãe, todo final de semana encaro a realidade de que, se não comemos fora (e com o resturante escolhido pelos homens da família), as crianças guardam sincera expectativa de que o pai seja o chefe e eu responda por alguma coisa beeeemmm secundária.

E vocês pensam que eu reclamo?

A-do-ro a família reunida, a confusão, a vontade que os meninos têm de participar porque não crescem com o preconceito de que cozinha é “lugar de mulher e homem não entra”. Faz parte da nossa vida mais íntima e do nosso cotidiano mais querido ter esta mistura temperando e pontuando os melhores momentos, que não são os grandiosos e cheios de cliques, mas sim os pequenos e deliciosos segundos do cotidiano.

Você também tem uma história engraçada, emocionante ou tradicional que torna sua família única, é sua marca registrada? Só quem é de casa sabe que toda família tem sua própria história, divertida ou engraçada.

P.S. Quem tem pelo menos 30 anos lembra de um jargão famoso dos comerciais de TV, “Põe na Cônsul”. Pois os meus sogros deram o nome da geladeira para um ático que têm em casa e que virou o depósito de utilidades pouco usadas da família. Quando não se sabe onde guardar (ou onde procurar) algo, a resposta é sempre a mesma por lá: “põe na Cônsul”!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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