Histórias do Brasil

Quando estava no hospital em Curitiba, contei minha história num post para o Nossa Via. Ele já estava rascunhado para publicação – um convite para que as pessoas conhecessem o site e no espaço Histórias do Brasil contassem da sua vida – mas não esperava escrever minha própria história de superação, como foi o caso do meu filho mordido por um pitbull.

O caso reverberou no meu blog e em outros espaços amigos, aproximando todos, criando correntes de orações e reunindo pessoas distantes fisicamente, mas que partilham de valores, raízes e legados. A internet é fundamental para que todas as vozes, não só a de profissionais de comunicação, sejam ouvidas e para que as micro-histórias sejam contadas.

Quando vou ao MCDonald’s ou passo pela Sé, vejo que os pontos de acesso gratuito à internet reúnem pessoas muito diferentes e interessantes. Confesso que tenho o hábito  de observar o uso que fazem, não para xeretar, mas para deixar minha imaginação correr solta e viajar no que seria a história de vida de cada um. Imagine se este uso que fazem de recados no orkut pudesse ser reunido para contar suas histórias?

Bem, alguns contos pessoais podem e merecem ser públicos. Um colega (editor da Bites e um jornalista que considero ótimo para contar histórias) me disse que leu que na cidade de Salgueiro, no sertão pernambucano, havia uma quantidade enorme de lan houses em relação à população urbana. Curioso, ele foi conferir e descobriu que eram pequenas lan houses, mas todas ativas, o que fazia da cidade um lugar muito geek. A democratização da informação – que já se alardeou tanto que a internet traz – caminha assim, pelos rincões do Brasil, pela lan house que tem apenas dois ou três computadores. Os veículos que agora convidam o telespectador, ouvinte, leitor, internauta, a enviar a notícia que testemunham (ao vivo, in loco) tira proveito desta novidade e da nossa tradição de ser um povo gregário e solidário.

Há muito que se contar nas fotos, vídeos e textos pessoais e, no final, serão parte da história do nosso país. Vou contar minhas histórias também porque quero ser parte desta mudança de foco, na qual o cidadão pode ser o protagonista. E você, qual a sua história?

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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