Blogagem Coletiva “Histórias de vida que inspiram”

images

Começamos a contar nossa história por escrito há relativamente pouco tempo. A humanidade preservava seus valores e passava adiante sua herança cultural nas trocas familiares, na conversa natural da comunidade, nos momentos em que pessoas de diferentes gerações podiam ensinar e aprender uns com os outros. Muita coisa mudou e a troca nem sempre acontece naturalmente hoje em dia. Noto que, cada vez mais, o legado familiar e as melhores histórias ficam para um dos irmãos ou tios mais velhos contar, geralmente, não por acaso, justo aquele que tinha mais paciência e tempo para conviver com os mais velhos para ouvir tantas vezes a ponto de lembrar decor e salteado das aventuras.

Na minha família eu, como irmã e prima mais velha, sou encarno esta figura. E, como sou sociável, também reúno as novidades dos primos mais jovens, fazendo a ponte entre as gerações. Por conta disso, todo ano eu penso: preciso escrever estas histórias e reunir num livro com edição pequena, só para nós termos tudo guardado e deixarmos este legado para a posteridade. Mas e o tempo para escrever e organizar?

20130828-154950.jpg

Na falta deste tempo, vou reunindo as histórias por aqui, deixando um legado virtual. Aposto que você também tem histórias de vida com personagens incríveis (da sua família, de seu trabalho, do seu bairro) para contar e que falta um bom motivo para sentar por uns minutos e escrever para compartilhar e inspirar outros.

Para dar este empurrãozinho e sacodir a poeira da inércia, deixo hoje um convite aqui no @avidaquer: vamos reunir na Blogagem Coletiva “Histórias de vida que inspiram” textos (ou gravações em audio ou vídeo!) que abordem o tema longevidade e que promovam a disseminação do conhecimento entre as gerações.

São lembranças que remetam a um trabalho que fez diferença, a uma decisão que mudou a vida de muitos, ao jeito de ajudar a comunidade ou a família, coisas que melhoraram a qualidade de vida ou a de outras pessoas. Basta puxar pela memória e logo nos vêem à mente histórias que ouvimos dos nossos velhos, sejam avós, um ex-chefe, um amigo do bairro, o senhor da padaria!

O importante é reunir e contar essas histórias e assim transmitir o conhecimento de vida como uma contribuição na preparação das pessoas para a longevidade.

Vamos reunir estas histórias inspiradoras, gente? Poste seu texto, video ou audio até o dia 06/09/2013 e avise aqui nos comentários, indicando o link para podermos reunir e divulgar sua produção.

(E se você quer contar uma história, mas não tem onde postar, envie para o e-mail avidaquer@gmail.com. A gente empresta espaço do blog para você!)

🙂

Quem sabe se deste exercício de memória afetiva não surgem inspirações para uma produção mais elaborada que mereça um prêmio?

O Bradesco Longevidade aceita até o dia 13/09/2013 inscrições de histórias de vida que promovam a disseminação do conhecimento entre as gerações, num concurso cultural que escolherá três histórias sobre Longevidade.
As histórias devem valorizar a troca de experiências entre gerações.

[update]
Veja alguns dos textos participantes:

  1. No @maezíssima: Qual o maior desafio que você já enfrentou com seu filho? O desafio da Luana Mara Guedes foi lutar contra o câncer de sua filha Laura, de apenas 2 anos e meio. Lutar, resistir e vencer, sempre. “Ele veio para nos matar, mas nós matamos ele”
  2. No Arquitetando Ideias: Pai, construtor de sonhos. Com meu pai aprendi a construir sonhos. De pequena eram de areia, esculpidos com maestria na praia, mistos bem dosados de água e areia. Depois foram se transformando em histórias contadas, imaginação aguçada. Aprendi que sonhos se constroem de atos feitos com amor.
  3. No Mãe de moleque: Pelo seu exemplo, pelas suas atitudes que seus filhos se inspiram e com certeza vão te amparar na velhice não por obrigação, já que existem leis que vão os obrigar a isso…mas por amor! Ensine seus filhos a tratarem os avós com respeito e amizade!
  4. Na @alinedexheimer: Viver para compartilhar e inspirar. Não há de maneira alguma respostas e caminhos prontos a seguir, no entanto, podemos nos espelhar e usar a vida dos outros para nos inspirar. Todos passamos mais ou menos pelas mesmas coisas na vida, porém temos percepções diferentes de cada coisa porque somos únicos e temos uma marca só nossa de viver!
  5. No Conversinha de Mãe: Pai: mais que sangue, exemplo de vida!
  6. No Sustentável 2.0: Participação social se aprende em casa!
  7. No Viver com diabetes: 68 anos de vida, 60 anos de diabetes!
  8. No Mãe de Moleque: Crianças só precisam da nossa presença…e quando for a nossa hora eles saberão onde estão cada uma das lembranças, podem acreditar!
  9. No Arquitetando Ideias: Mulheres que me arquitetaram. todas plantaram em mim um pouco do que sou. Foram alicerce, foram pedra e impulsionaram a mulher que hoje arquiteta sonhos e realidades.
  10. No Marré deci: As pessoas que me inspiram. Inspirar: colocar para dentro, perceber novas ideias, assimilar um novo caminho, uma nova intenção.
  11. No Sustentável 2.0: Outsiders Brazil, reunindo boas histórias a bordo de um Troller. Imaginem quantas pessoas inspiradoras temos nesse nosso país continental? E se alguém viajasse ao redor do país para reuni-las?
  12. No @avidaquer por @maitelemos: Aquela senhora, acostumada a uma vida confortável, estava abrindo mão de toda comodidade para ajudar ao próximo. Quando perguntei se ela tinha ideia de para qual cidade será enviada, me respondeu que tudo que sabe é que será uma cidade muito necessitada de ajuda. Não estava preocupada com o destino, pois já havia escolhido como ponto de partida a solidariedade.
  13. No Minha flor Bela: Silma Matos conta a história de Patrícia que, mesmo diante de todas as adversidades e sérios problemas de saúde, não desistiu do seu sonho de ser mãe. Ao adotar três irmãos, ela seu marido deram uma nova esperança de vida para três crianças lindas.
  14. No Smiletic: Em “Meu pai heroi” Simone fez uma declaração de amor e admiração ao pai. “Não, ele não tem superpoderes, nem teve profissão perigosa e tem seu tanto de defeitos – dizem as más línguas que eu herdei boa parte deles e de algum jeito eu fico feliz por isso apesar de serem defeitos -, mas ele é um vencedor, um homem que trabalhou muito para realizar seus sonhos e que me ensinou a seguir pelo mesmo caminho, sendo correta, sendo ética e acreditando em mim.”
  15. No Diiirce: Milene Massucato conta do valor do caderno de receitas que herdou da avó. “Mais do que guardar instruções de pratos, os cadernos de receitas guardam nossa história culinária. Nas páginas, impregnadas de cheiros de infância, vou escrevendo minhas memórias gastronômicas. Enquanto cozinho, vou me lembrando de gente querida e construindo as lembranças que terão de mim.”
  16. No Mulher ao cubo: Ana Paula Giamarusti relembra da vida da avó. “Minha avó não transformou o mundo. Ela não é Nobel de nada, não ganhou nenhum prêmio mundialmente reconhecido. Mas ela transformou a vida de todos que puderam conviver com ela, e para mim esse é o maior legado que alguém pode deixar.”
  17. No Simples Assim: Juliana Shinozuka me lembrou muito minha própria família oriental em seu texto que começa assim:” A rigidez oriental mesclada ao carinho de um pai sempre presente tornaram meu pai um exemplo de vida para mim.”
  18. No @avidaquer por @soeulalio: Começar de novo! Os conselhos do pai de Sônia, um empreendedor nato e otimista contagiante, são daqueles de “colar na porta da geladeira” para ver todo dia!
  19. No Fractais da Calu: Carta a uma Mulher. Uma carta linda para a avó que começa com uma ternura sem fim: “Vovó Dolores, cada vez que mamãe contava que eu só dormia em teu colo embalada na cadeira de balanço, um filminho se projetava em minha cabeça mostrando a nós duas, avó e netinha abraçadas num carinho silencioso que a noite favorecia”
  20. No De carona na cegonha:  Aline Cortes relembrou três momentos de troca intergeracional em sua família. Em Tradição garantida, relembra uma roupa que o avô trouxe de Portugal há 26 anos e que ela e a filha Luna usaram com a mesma idade. Os quatro avós e sua relação com a netinha estão presentes também no texto, reforçando o valor do amor mais do que constante destas figuras.  E por fim o valor das viagens e de reviver tradições: Aline conta que foi para Natal duas vezes, uma com 13 anos (como filha) e, com 29 (como mãe, reflexionando sobre a emoção de voltar para um lugar especial, em papéis diferentes.

E eu também relembrei alguns posts queridos meus:

  • Dia dos avós, texto no qual contei das histórias de vida dos meus avós quando eram jovens
  • Aniversário do Vô Juca, onde relembrei o que herdei deste avô que conheci apenas pela bilblioteca, os discos e anotações e cuja profissão adotei
  • Vovó, única e insubstituível, conto de quando um dos meus filhos levou uma amiga-avó para a festa dos avós na escola e o outro achou que uma substituta seria uma traição à minha mãe!

Envie sua participação também!
[/update]

Você pode gostar também de ler:
The following two tabs change content below.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

Comentários no Facebook