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“No início do século passado é quando se começa a usar o móvel construído em série, e nossas peças passam a sofrer a influência dos movimentos europeus, como a escola Bauhaus, o art déco, o funcionalismo, o modernismo”.
Pedro Ariel Santana, curador da mostra  Design Brasil – 101 Anos de História

No meio da correria no trânsito de Sampa, você já deu uma paradinha no Museu da Casa Brasileira? Fizemos este passeio em família uma vez e viramos fãs do local, que fica bem no começo da av. Faria Lima (no número 2705, Jardim Paulistano, São Paulo – SP). Vale como dica para quem gosta de decoração, design e de lar.

Está acontecendo por lá até dia 08/08 uma mostra imperdível: “Design Brasil – 101 Anos de História”, que começa com o marco histórico da criação da marcenaria de Celso Martinez Carrera, em Araraquara (SP), em 1909, e o início da produção em série da cama Patente, seis anos mais tarde. São 48 peças símbolos de um século de design, moderno e contemporâneo, destacando-se os móveis pioneiros da década de 1930 e de 1940: a cadeira de braços de metal, de John Graz; o revisteiro Leque, de Gregori Warchavchik; a cadeira em metal e percintas de couro, de Flavio de Carvalho; a cadeira para escritório, da fábrica Móveis Cimo; e a cadeira Três Pés, de Joaquim Tenreiro.

Poderão ser vistos também exemplares da época de ouro do mobiliário nacional nas décadas de 1950 e 1960: o Bar, de Zanine Caldas; a poltrona Bowl, de Lina Bo Bardi; a cadeira em palhinha, de Geraldo de Barros; a cadeira Paulistano, de Paulo Mendes da Rocha; a poltrona Dinamarquesa, de Jorge Zalszupin; e peças da marca Branco e Preto, de Carlos Milan e Miguel Forte. Para completar, a poltrona Mole, de Sergio Rodrigues, o primeiro brasileiro a ter um móvel premiado no exterior, em Milão.

Segundo o curador

“Na exposição, pode-se ver o preciosismo de nossa marcenaria, a evolução do móvel seriado, o impulso dado pela construção de Brasília e o sucesso internacional de nossos designers. Chegamos até o início do século 21 com o design contemporâneo e suas duas vertentes – os materiais inusitados e ecológicos, e seu viés de humor, graça e ousadia. Acreditamos que esta exposição, assim como o livro, seja uma contribuição significativa para o reconhecimento e a memória do design brasileiro”.

E se você não mora aqui, mas gostaria de ver tudo, uma alternativa é conferir o livro ”Design Brasil – 101 anos de história“, da Editora Abril, onde estão 400 produtos dos 84 designers que exprimem a trajetória do desenho e das formas no nosso país.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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