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18 de junho é aniversário do meu pai, um brasileiríssimo filho de japoneses. Pensar nele e em como sua família veio parar aqui me remete imediatamente ao Museu da Imigração, que reabriu no final de maio e traz uma nova exposição permanente para contar a história dos avós e bisavós de muitos de nós.

Ao todo, 2,5 milhões de pessoas, de mais de setenta nacionalidades, passaram por lá entre 1887 e 1978.

O museu que fica no nosso bairro fechou por quase 4 anos e há poucos dias tivemos a alegria de ver este espaço cultural renovado, numa linda festa com grupos folclóricos, dos mais tradicionais da região, os italianos, aos novos imigrantes, os bolivianos.

Aproveitamos a festa (com comida típica e apresentações musicais) e depois fomos ver o que tinha de novo no primeiro andar do edifício que visitamos tantas vezes e contava a história da cidade de São Paulo.

Migrar: experiências, memórias e identidades

Lá está a exposição que tem como objetivo apresentar aos visitantes os trabalhos de preservação e pesquisa realizados pelo Museu da Imigração, resultando em oito módulos que mostram o processo migratório como um fenômeno permanente na história da humanidade, perpassando contextos mais específicos, como a grande imigração ocorrida nos séculos XIX e XX, as políticas voltadas ao tema, o cotidiano da Hospedaria de Imigrantes do Brás e as contribuições desse processo para a formação do estado e da cidade de São Paulo.

Os bolivianos, como os dekasseguis, são uma mostra de que a história da migração humana não deve ser encarada como uma questão relacionada exclusivamente ao passado. Gosto desta noção que a exposição dá, fomentando o diálogo com o momento contemporâneo e as novas levas populacionais que rompem fronteiras diariamente.

Completa esse cenário, no centro da exposição, a obra de Nuno Ramos, “É isto um homem?”, que busca mimetizar, por meio de uma instalação artística, duas facetas desse processo: o trabalho e a diáspora das línguas.

A partir dessa proposta, o Museu da Imigração pretende não só proporcionar aos visitantes a oportunidade de conhecer trajetórias de migrantes nacionais e estrangeiros, mas também aproximá-las de suas próprias experiências, fomentar diálogos e contribuir para a cultura do respeito às diversidades.

Fica a dica de um passeio especial para fazer neste feriado e nas férias que estão chegando. E nestes dois primeiros meses a entrada vai ser gratuita, com exceção da Maria Fumaça.

O Museu da Imigração fica na rua Visconde de Parnaíba, 1316, Mooca, São Paulo, SP. É fácil chegar de metrô, usando a Linha Vermelha, com parada na estação Bresser-Mooca. Informações no telefone (11) 2692-1866.

🙂

Veja quase uma centena de fotos que tirei no dia de reabertura do museu no álbum da fanpage do blog:

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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