destaque / empatia / Netflix
“@silviakikuchi: Lanternas no rio de Hiroshima, onde milhares perderam a vida no dia 6 de agosto de 1945 (Jornal Sankei) #peace http://twitpic.com/61udb9”

“Lanternas no rio de Hiroshima, onde milhares perderam a vida no dia 6 de agosto de 1945 (Jornal Sankei)”

Uma das coisas que pontuou meu começo de semana foi o impressionante debate nos comentários de um update do Japan Today que discutia se as bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki foram “crimes de guerra”.

Americanos argumentam que não porque o ataque a Pear Harbor provocou a reação. Japoneses (ou nikkeis) afirmam que atacar civis é o verdadeiro crime de guerra.

Mas não se esqueçam da rosa, da rosa…

 

Que tristeza ver como um caso que poderia ser emblemático e ter mudado a forma como entendemos e aceitamos os limites humanos e os “direitos” das nações não é um consenso!

6 décadas depois, ainda vemos bombas destruindo cidades e ferindo inocentes aos milhares!

O resultado do estresse tóxico infantil nas guerras urbanas

 

Relembre para entender:

“As 8:15 da manhã de 6 de agosto de 1945, quando os moradores de Hiroshima estavam começando o dia, um avião americano B-29, chamado Enola Gay, soltou uma bomba atômica chamada “Little Boy”, com 12,500 toneladas de TNT, que detonou 580 metros acima do Hospital Shima próximo ao centro da cidade.

Como resultado do ataque, calor e incêndios, a cidade de Hiroshima foi destruída e 90 mil pessoas morreram naquele dia. Três dias após destruir Hiroshima, outro avião B-29 atacou a cidade de Nagasaki com a terceira arma atômica mundial. O ataque resultou em mortes imediatas de 40 mil pessoas.

Mas não se esqueçam da rosa, da rosa…

 

Até o final de 1945, 145 mil pessoas tinham morrido em Hiroshima e 75 mil em Nagasaki. Mais dezenas de milhares de pessoas sofreram ferimentos sérios. Mortes entre os sobreviventes continuaram nos próximos anos devido aos efeitos da radiação que também causou o nascimento de bebês com má formação.

Hiroshima e Nagasaki: um agosto para nunca esquecer

 

Na concepção de muitos, se não da maioria dos cidadãos americanos, as bombas atômicas salvaram a vida de talvez 1 milhão de soldados americanos e a destruição de Hiroshima e Nagasaki é vista como um pequeno preço a ser pago por salvar tantas vidas e levar a guerra terrível ao final. Esta visão dá a impressão que o ataque nestas cidades com armas atômicas foi útil, rendeu frutos e é uma ocasião a ser celebrada.”

Quer saber mais sobre o tema?

 

Deixo aqui uma dica Netflix: o documentário Hiroshima – BBC History of World War II.

Mesclando filmes de arquivos antigos, dramatizações e efeitos especiais, este documentário aborda o primeiro ataque nuclear do mundo e analisa suas repercussões.

A questão que se levanta neste “aniversário” das bombas nucleares é:

“E se houvesse uma invasão no país e [o presidente] Truman ordenasse os soldados americanos a atirar em 140 mil civis, homens, mulheres e crianças? E, três dias depois, mandasse seus homens fuzilarem mais 70 mil homens, mulheres e crianças em outra cidade? Não chamaríamos essa matança de assassinato em massa?”

The following two tabs change content below.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

Comentários no Facebook

SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline Estatísticas