Hiroshima e Nagasaki: um agosto para nunca esquecer

“A exposição será direcionada principalmente aos mais jovens, no sentido de promover uma ação educativa pela paz entre os povos”.
Ruy Tanigawa, secretário-geral da Associação Paulista de Medicina (e curador da mostra)

É para visitar e refletir: está em cartaz, até 30/09, na Associação Paulista de Medicina (APM), a mostra “Hiroshima e Nagasaki: um agosto para nunca esquecer!”, que tem como objetivo perturbar e provocar reflexões sobre esse trágico momento da história mundial, ocorrido há 65 anos no Japão. Vem de lá o material, que tem “curadoria” da Associação Médica de Hiroshima, 30 pôsteres com imagens e textos informativos e cinco DVDs que reúnem testemunhos dos sobreviventes, documentários e animações japonesas. Visitas podem ser feitas na sede da APM (Brigadeiro Luís Antônio, 278 – São Paulo – SP), das 12h às 21h, mediante inscrição no fone (11) 3188-4304 ou E-mail pinacoteca@apm.org.br.

A abertura da mostra, no dia 02/08, contou com vídeoconferência ao vivo, direto do Japão, com Steven Leeper, presidente da Hiroshima Peace Culture Foundation, data em que se reforçou que, ao falar de Hiroshima é importante, além de relembrar as consequências da tragédia, homenagear os sobreviventes que moram no Brasil, incentivar a abolição das armas nucleares e celebrar a paz.

Se você é muito jovem ou acha bom relembrar, o lançamento das bombas atômicas nas cidades de Hiroshima e Nagasaki ocorreu no final da Segunda Guerra Mundial, em 6 e 9 de agosto de 1945, respectivamente. Estima-se que cerca de 220 mil pessoas foram mortas nos ataques, e outros milhares sofreram graves sequelas pela exposição à radiação. A tragédia guardou histórias simbólicas como a da menina Sadako Sasaki, que será retratada na exposição. Personagem da luta pela paz, ela tinha dois anos de idade na época do ataque. Devido à radiação teve leucemia, e após compreender que a doença fora causada pela guerra, passou a dobrar origamis de Tsuru (pássaro da paz) em manifestações públicas por sua saúde e pela paz. Um dos últimos Tsurus feitos por Sadako foi entregue na cerimônia de abertura à Associação Hibakusha Brasil pela Paz, instituição que reúne vítimas da bomba atômica.

Em 3 de agosto de 1955, Chizuko Hamamoto, amiga de Sadako, visitou-a no hospital e fez para ela um origami de um grou. Sua amiga lhe contou a lenda popular japonesa onde quem faz 1000 grous de origami tem direito a um desejo, desde então, todo dia Sadako passou a fazer seus Tsuru sempre com o mesmo pedido, se curar e voltar a viver normalmente. Sadako faleceu na manhã de 25 de outubro de 1955, e após sua morte, foi construída uma estátua em sua homenagem.

P.S. Meus agradecimentos à @cintiacosta por compartilhar a dica.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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