Hipertensão arterial atinge um em cada quatro brasileiros, mas apenas metade sabe que tem a doença

Aos 45 anos e depois de três gravidezes, quase posso respirar aliviada e considerar que não sofrerei de hipertensão.

Quase…

Como ainda não passei pela menopausa e foi nesta época que minha mãe começou a ter sinais de pressão alta, não devo descuidar. Ela tem agravantes, pois é diabética e tem dislipdemia.

As mulheres são relativamente protegidas de eventos cardiovasculares antes da menopausa. Saiba mais no site da SBC.

Mas eu me preocupo porque, além de interessada em saúde preventiva, sou irmã de médica cardiologista.

No geral, a população não dá a devida atenção aos sintomas da hipertensão arterial.

Uma grande amiga minha, apenas 5 anos mais velha que eu, mas pertencente a um grupo de risco para hipertensão, o dos afrodescendentes, teve um AVC grave em outubro do ano passado, fruto de uma situação de grande estresse (ela foi refém num assalto!) e foi sua pressão arterial sempre altíssima que a levou a uma resposta aguda ao estresse. Ela ficou internada para atendimento hospitalar por 4 meses e ainda faz muita fisioterapia para se recuperar.

Veja esses dados de uma pesquisa do Ministério da Saúde realizada em todas as capitais do país em 2017:

  • A hipertensão arterial atinge 25,7% da população brasileira.
  • Desse grupo de milhões de pessoas, só a metade sabe que tem a doença.
  • E dos que têm ciência de seu quadro, apenas cerca de 50% efetivamente se tratam.

Para chamar a atenção para a importância do diagnóstico e do tratamento da doença, foi criado o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, 26 de abril. Veja o que diz Andréa Brandão, cardiologista do Hospital Pró-Cardíaco:

“A hipertensão é chamada de ‘assassina silenciosa’ porque, na maioria dos casos, não apresenta sintomas. E muita gente começa o tratamento, acha que é como uma gripe e, após um período, o abandona, o que é um erro grave. A questão é que a hipertensão arterial não tem cura. Ela pode ser controlada e, para isso, é necessário seguir o tratamento indicado por um médico.”

Habitualmente associada a danos no coração, a hipertensão pode impactar duramente outros órgãos, como rins, cérebro e vasos sanguíneos.

“No coração, pode causar um infarto ou insuficiência cardíaca. Mas também pode levar à perda da função dos rins ou a um acidente vascular cerebral (também conhecido como derrame ou AVC). Pode ainda alterar a visão, se atingir os vasos da retina.”

Há fatores genéticos e ambientais que levam à hipertensão arterial. Pessoas com familiares hipertensos têm maiores chances. Da mesma forma, quem está acima do peso, consome sal ou álcool em excesso, vive de maneira sedentária ou está submetido a estresse constante tem mais chances de desenvolver a doença.

“Praticar atividade física e manter uma dieta saudável são as duas principais orientações para evitar a doença. Esses hábitos melhoram a pressão arterial e diminuem o colesterol e o peso. E todos, já a partir dos três anos de idade, devem ter sua pressão medida ao menos uma vez por ano.”

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Sempre essa dupla infalível, né? Atividade física + Dieta Saudável. E aqui entram os 30 minutos de caminhada, não precisa corrida, crossfit, competição de beach tênis, nada caro ou complicado. E sobre a dieta: evitem mesmo fast food. Sabem o é essa comida rápida? Não é só aquela que a gente compra pronta no “drive thru” das lanchonetes, é o que fica pronto muito mais rápido do que o normal e a gente sabe que teve aditivos. Pode ser aquele macarrão com molho pronto que você faz em casa, o feijão ou o arroz com temperinho pronto que substitui o alho e a cebola picadinhos na hora, o filé de frango congelado que vai pro grill ou para o microondas sem muito esforço. E é também o pãozinho de padaria ou pronto, afinal, quem já olhou a quantidade de sódio que tem numa bisnaguinha industrializada? Não fica muito distante do que tem num copo de refrigerante!

Cuidem-se! Amem-se! Coloquem-se como prioridades nos seus dias! 

<3

Até Cooper se rendeu à caminhada!

 

Como diminuir os fatores de risco:

• Praticar atividades físicas pelo menos 30 minutos por dia. O ideal é que seja de maneira contínua, mas pode ser dividida em turnos: um período pela manhã e outro à noite;

• Manter uma alimentação rica em fibras e carnes brancas e pobre em gorduras;

• Realizar atividades que aliviem o estresse;

• Evitar o consumo de álcool.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.