a vida quer

   
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Um estudo realizado na Universidade Duke (EUA) sugere que os filmes da Disney tratam a desigualdade como se fosse uma coisa boa. A pesquisa conduzida pela socióloga Jessi Streib indica que “esses filmes extremamente populares que encantam crianças com contos mágicos sobre amor, lealdade, riquezas e felicidade retratam a desigualdade de classes de uma forma que pode ser prejudicial”.

Os pesquisadores avaliaram 36 blockbusters da Disney – desde Branca de Neve e Mary Poppins até Aladdin – e analisaram os personagens de forma a identificar as classes sociais que eles representavam e se escalavam a escada social ou caiam dela. 

 

Branca de Neve e os Sete Anões

 
Entre os 67 protagonistas analisados, 38 foram considerados de classe alta e classe média. 

Somente 11 deles foram identificados como de classe trabalhadora e o resto de classe mais baixa, de acordo com os padrões contemporâneos.

 

Cena de A Princesa e o Sapo

 
Eles chegaram à conclusão de que os filmes analisados apresentam uma visão idealizada das classes sociais, por vezes focando em personagens que, depois de seguir as regras e trabalhar muito, conseguem subir na pirâmide das camadas sociais. 

Jessi Streib alerta:

“O principal foco é o fato de a desigualdade ser retratada como uma coisa boa. Ser pobre não é um problema. Ser da classe trabalhadora vai te fazer feliz. Qualquer um que quiser pode seguir adiante, e for ambicioso, além de ser uma boa pessoa, conseguirá. E os ricos ajudam todo mundo sem reclamar. Obviamente o mundo não funciona bem assim.”

O estudo (em inglês) está aqui.


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