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 Na minha palestra sobre mães e internet na ExpoDisney eu comentei sobre a pesquisa “Hábitos de consumo das mães“, do Forrester Research. 

A pesquisa, realizada no último semestre de 2014, contou com 452 mães brasileiras, com idade acima de 16 anos, que haviam realizado alguma compra online nos três meses anteriores.  

Entre as entrevistadas, 41% disseram ter comprado livros; opção seguida por roupas e acessórios (30%); pequenos aparelhos domésticos (29%) e ingressos para shows, teatros e demais eventos (28%). Esses números mostram que, ao comprar pela internet, as mães adquirem principalmente itens para uso próprio.

As mães também estão mais seguras quanto aos meios de pagamento online, opção de mais da metade das entrevistadas (52%). Em 2013, esse número era de 39%. “As tecnologias de pagamento disponíveis permitem que a compra pela internet seja realizada de forma tranquila e confiável”, afirma Celina Ma, gerente de Marketing do MercadoPago. 

Quanto ao valor das compras online realizadas nos últimos três meses, a maioria informou ter gasto entre R$ 186 e R$ 460 nos últimos três meses.

Além disso, quando questionadas sobre o que mais as influencia no momento da compra, a primeira opção escolhida pelas mães foi o preço (65%); seguido da disponibilidade de oferta especial (52%), características do produto (45%); reputação da marca (41%) e a qualidade da experiência vivida anteriormente com a marca (37%).
Juntei isso à informação que minha amiga Vivianne Vilela, curadora dos excelentes eventos E-Commerce Brasil promovidos pelo iMasters, me trouxe outro dia.
  

Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelou que 87% da população brasileira concorda total ou parcialmente que ter uma indústria forte deve ser prioridade para o Brasil e que 90% dos entrevistados acreditam, total ou parcialmente, que a expansão da economia depende do crescimento da indústria.

Até aí parece que não tem relação nenhuma com mães e internet, né? 

A verdade é que está tudo interligado. Além de comprar, as mães empreendem em negócios na internet e fazem a economia girar.

Vivianne contava que tendência mais recente é a aposta dos fabricantes na criação da própria loja virtual. E para isso eles precisam de nós.

Como assim?

A grande questão para os fabricantes que buscam alavancar as vendas através das suas lojas próprias é: como não criar conflito com o varejo, revendas multimarcas e franquias?

Estudo realizado entre novembro e dezembro de 2014, pelo eBit, aponta que 4 em cada 10 brasileiros fizeram alguma compra em site internacional, no ultimo ano (em janeiro de 2014 eram 3 em cada 10). Sites chineses respondem por 55% da última compra dos entrevistados, quando estes responderam à pesquisa.

Os cinco sites mais utilizados são AliExpress, eBay, Amazon.com, DealExtreme (dx.com) e MiniInTheBox, nesta ordem. De 20 sites mais utilizados, 12 são chineses.

As três categorias mais consumidas em sites internacionais são Moda & Acessórios, Eletrônicos e Informática, nesta ordem. A categoria líder apresenta 33% de participação das compras dos brasileiros em sites internacionais e 52% nos sites exclusivamente chineses.

Apesar de usar celular e tablet importados, bem como meus computadores, no geral eu tento comprar coisas brasileiras. Tento encontrar produtos que estimulem a indústria local e admito que não é fácil. Uma das marcas que eu considerava “nacional”, a Hering, me surpreende com produtos feitos no Oriente. Ainda resisto em calçados, por exemplo, mas também roupa de cama e mesa, para citar algumas áreas.

Para nãos tornar radical, adotei um padrão pessoal baseado na teoria do “compre localmente, pense globalmente”: se eu estou viajando, compro produtos locais. Se estou no Brasil, tento me ater às marcas que de alguma forma produzem aqui.

  
Por essas e outras, o e-commerce geral (de “bugigangas”) não me ganhou até hoje. Entre comprar maquiagem em site estrangeiro e esperar 40 dias para chegar e ir na loja do Boticário que fica na rua de comercio do meu bairro, vou na loja física. Tomo sol, passeio e ainda garanto o emprego de duas ou três moças. 

Sempre que posso, avalio nestes termos, buscando priorizar o lado da sustentabilidade econômica e social das pessoas no contexto dessa realidade global tão maluca e ainda tão indefinida na qual vivemos no começo desse século XXI.

E você, quais são as suas escolhas e que critérios guiam seu consumo?

(Fonte: Forrester Research, Inc. Global Technographics Online Benchmark Surveys, 2014 e 2013; Latin American Consumer Technographics Brazil Survey, 2014.)

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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