A mídia educa?


Há tempos não tenho escrito especificamente aqui, mas faço muitos comentarios por aí (risos). Hoje escrevi num forum da comunidade Temos Meninos e os Amamos sobre os Power Rangers. E os defendi! (Minha amiga Jija ia pirar ao ler este post!) Na verdade, há tempos penso em escrever um desabafo sobre os herois que os meninos tanto amam.
Lá eu contei que eu também proíbia os meninos de assistirem Power. Mas em 2005 reprisou desde o começo na Globo e eu vi com eles todos os episódios de uma das séries, tenho o compromisso de ver tudo antes de liberar, mesmo os lançamentos do Discovery Kids eu faço assim. E assistindo notei que não tem nada de tão grave, ao contrário, realmente é até educativo e eles se identificam mesmo com o mocinho que vence o mal. O bem contra o mal é uma luta universal e acho que até os personagens biblicos brincavam de lutas imaginárias quando eram crianças – no controvertido livro Operação Cavalo de Tróia há comentários de que Jesus entalhava soldadinhos com as aparas de madeira de José para brincar de guerras com os irmãos. É importante saber que o bem vence o mal… oauvi isto outro dia num episódio do seriado Seventh Heaven, que eu redescobri há algumas semanas nas manhãs de sábado (9h) na Sony. Eu via este seriado, como Beverly Hills 90210 e Touched by an angel com minhas irmãs e minha mãe quando era solteira! Pois no seriado agora a familia tem dois gêmeos, meninos da idade do Enzo, que adoram brincar de guerra com o avô (pai do pastor) que é coronel (reformado). Pai e filho brigam por conta da mania de luta do avô e o coronel fala: eu brincava disto com vc e assim vc aprendeu que o bem vence o mal. É importante para as crianças experimentar e comprovar que o bem vence o mal, lhes dá força.
Mas se as crianças lutam com amiguinhos de forma desmedida, os pais devem avaliar o que pode estar acontecendo na interioridade desta criança. Meus dois brincam muito de tudo e, apesar de às vezes eu ter que apartar umas briguinhas, não é nada grave e acho que os heróis não afetam tanto.
As questões de preconceito, consumismo e a necessidade de ser popular para não ser excluido que aparecem nos desenhos do Disney Channel e alguns do Nickelodeon me parecem coisas mais graves para a formação do carater!

Zemanta Pixie
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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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