Há quem diga que agora a “ajuda” doméstica acabou. Eu espero que sim.

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Há quem diga que agora a ajuda doméstica acabou. Eu espero que sim. Que agora quem faz serviço doméstico seja valorizado pelo trabalho de bastidores que faz para que possamos nos manter bem em nossos cargos fora de casa.

Na esteira destas mudanças sentimos com muita força que a antiga sobrecarga feminina se tornou a necessária e urgente exigência de mudança de atitude. Não podemos mais delegar tudo à mãe, que deixou de ser dona de casa há décadas e agora nos vemos órfãos de sua substituta, a empregada doméstica.

Seguindo o caminho rumo à vida de “primeiro mundo” que tanto aspiramos precisamos aprender, já e sem falta, a conviver com coisas como os cuidados da casa e a escolha de uma vida simplificada na qual não cabe o “luxo” de ter serviçais que cuidem de nós. Nesta nova realidade social à qual, sem duvida, nossos corações humanos aspiram, não cabe desejarmos que pessoas gastem sua vida sem aspirar e alcançar mais.

Esta reflexão está no post de janeiro de 2012, “Das empregadas e nossa vida de Primeiro Mundo. Volto ao tema hoje porque a proposta de emenda à Constituição (PEC) das Domésticas, que assegura aos empregados domésticos os mesmos direitos já garantidos aos demais trabalhadores, foi aprovada em primeiro turno no Senado. Veja o que muda com a PEC das Domésticas e reflexione comigo que é abusivo pensarmos que só em 2013 estes direitos estão começando a ser parte da realidade de tantos trabalhadores!

“A emenda assegura que a concessão de licença à gestante para as trabalhadoras do setor não dependa da edição de lei ordinária após promulgação de emenda constitucional que resultar desta PEC agora em análise pelo Senado. Pelo texto aprovado, os domésticos terão direito ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), jornada semanal de 44 horas, com oito horas diárias de trabalho; remuneração do trabalho diurno superior ao do diurno, remuneração mensal nunca inferior ao salário mínimo; proibição de qualquer discriminação em função de sexo, idade, cor, estado civil ou deficiência; e pagamento de hora extra em valor, no mínimo, 50% acima da hora normal.”

Nós (que empregamos domésticas) vamos sofrer? A princípio pode ser que sim, mas teremos nossa consciência tranqüila por tratarmos quem trabalha em nossos lares com a dignidade mínima e esta nova realidade forçará o mercado de trabalho a tratar melhor de todos, inclusive dos pais – acho machismo inverso falarmos só de mães ao nos referimos a creches e horários dignos de saída do trabalho quando sabemos que os homens também cuidam de suas famílias hoje em dia.

Que tal repensarmos juntos como ajustar nosso cotidiano para realmente avançarmos para uma realidade de “primeiro mundo”? Que mudanças você faria ou já faz para isso? Conte para nós!

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A legislação que amplia os direitos das empregadas domésticas está impulsionando empresas do ramo de serviços domésticos e, ao mesmo tempo, travando a contratação de mensalistas.
A legislação que amplia os direitos das empregadas domésticas está impulsionando empresas do ramo de serviços domésticos e, ao mesmo tempo, travando a contratação de mensalistas.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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