Há quatro anos… meu caçula sobreviveu ao ataque de um cão pitbull

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Hoje foi um dia especial: faz 4 anos que meu caçula sobreviveu ao ataque de um cão pitbull. Todos os anos comemoramos este dia com algum passeio em família e o domingo foi diferente porque ele passou o dia cuidando do Chiclete e brincando com o Ed Motta, os cães dos amigos que nos recebem em Florianópolis. Passei a tarde olhando-o, à distância, brincando e sorrindo para o cão, feliz e leve, sem dores nem ressentimentos.

Depois, mesmo cansado, ele chegou no apartamento e quis levar o outro cão para passear, cumprindo o ritual com todo cuidado e responsabilidade. Ele sempre amou os animais, sobretudo os cães, mas poderia ter mudado de postura depois do acidente violento, no entanto sobreviveu e esqueceu, deixando prevalecer o amor.

Quantas lições tiro desta história, eu nem sei contabilizar! Apenas digo a vocês que aprendi que a vida é hoje, ela pode ser bonita e feliz, bastando para isso aproveitar os momentos que temos. Sem consumismo, sem inveja ou cobiça, sem julgamentos, sem ressentimentos e cobranças, vivendo com a simplicidade e naturalidade com que uma criança se relaciona com um cão de estimação.

P.S. E para quem não sabe da história, tem registro da época aqui e um ano depois contamos da adoção da SRD Linda, que cresceu muito e hoje mora na casa dos meus pais.

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Um adendo em resposta a alguns tuites de quem leu este que foi um desabafo no Instagram e depois veio para o blog (do jeito que estava escrito lá, por isso desculpem o texto).

Creio que o grande aprendizado nestas situações que nos colocam os limites, tanto os físicos quanto os emocionais, é manter o foco no amor.

Como contei na época, todos sofreram muito, em especial (depois do Gio), meus pais (por ter sido na casa deles) e meu irmão (por ter sido a cadela dele), mas a situação não podia estragar nossa relação familiar. E não o fez: todos nos unimos para reagir em conjunto, apoiar o Enzo (que se traumatizou também, pois viu tudo acontecer) e isso foi fundamental para a “cura emocional” do grupo. A resposta física do Gio se deveu ao seu otimismo, à generosidade do seu amor por tudo e à excelente equipe médica que cuidou dele nas primeiras duas semanas de internação e nos seis meses seguintes, quando fizemos novas pequenad cirurgias reparadoras da pálpebra. Ainda cuidamos das seqüelas (como os pontos internos, de reconstrução do tecido interno da pálpebra, que foi reconstruído ou dentição dele, que ficou prejudicada peja força da mordida que tomou a cabeça toda), mas para nós cada novo cílio que nasce no olho “reformado” é motivo de festa e de alegria.

🙂

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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