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Este post é “meio” antigo, escrevi há algumas semanas quando surgiram os novos filtros de conteúdo no Facebook e acabei não publicando porque tratei de parte do assunto no vídeo para a atividade Famílias Interativas no Encuentro Internacional Educared. Na época eu pensava nos professores, mas na verdade, ao ler o post do Roberto Câmara Jr outro dia, percebi que vale para tios, avós e quem mais convive com os “menores clandestinos” que aportam nas redes sociais.

O blogueiro comentava que há algumas semanas começou uma onda de perfis de filhos de amigos adicionando-o no facebook.

“Todos menores, com idades variando entre 6 e 15 anos. Em respeito a minha amizade com os pais – que, imagino eu, não somente permitiram que seus filhos criassem tais perfis (tenho quase certeza que alguns foram criados pelos próprios) como também que me adicionassem como “amigo” – e para evitar qualquer tipo de situação do tipo “Tio Roberto é chato. Não quer ser meu amigo no facebook” ou “Roberto é metido e não quer ser amigo do (a) meu (minha) filho (a) facebook” resolvi aceitar tais pedidos. Entendo que “ser amigo” dos próprios filhos também (sic?) no mundo virtual é algo novo, até mesmo necessário para ter um maior controle sobre o que os filhos andam aprontando e ainda não existe um manual sobre como cada um deve agir. Além disso, e talvez o mais importante, não quero, de forma alguma, questionar se permitir que os filhos tenham perfis seja bom ou ruim.”
 

Na hora lembrei destas dicas que eu tinha preparado porque estive também preocupada com as mensagens que os professores de meus filhos deixavam nas redes sociais. Não quero tirar deles o direito de expressão, mas fica a dica para quem convive com estes “menores clandestinos” que, com boa vontade e responsabilidade, conseguimos manter a convivência e, ao mesmo tempo (por quê não?), um certo “olhar cuidadoso” sobre estas crianças que querem se relacionar conosco. Creio que é melhor estar junto deles do que deixá-los soltos sem nosso olhar vivido.

No entanto, sinceramente, não creio que todos devam ser amigos dos filhos de amigos. Eu mesma, confesso, não permito que os meus meninos sejam amigos de amigos nossos e seus perfis são usados para trocas com familiares próximos e colegas de escola da sua faixa etária (e, agora, chegou a onda de adicionar professores). Mesmo os parentes são super filtrados por mim (as crianças não “assinam” o conteúdo de amigos adultos, nem que seja o meu!) e algumas vezes na semana sento com eles e olhamos juntos como está a timeline deles, conversando e considerando quem é legal ou não para continuar amigo.  Guilherme, meu marido, prefere não ser amigo de colegas dos meninos porque acha que é um exemplo ruim, se a criança começa a “conversar por chat” com um homem adulto que não é da família pode confundir as coisas e começar a achar natural ter amizade e conversar com estranhos adultos, abrindo espaço para pedofilia. De certa forma, com um pouco de excesso de zelo, ele tem razão!

Mas, para quem acha que o Facebook é um ambiente perigoso, mas quer se manter em contato com pesssoas diferentes (crianças ou não), basta conhecer melhor a ferramenta para descobrir que é possível controlar com certa eficiência o que se compartilha com quem! Este conhecimento pode ser útil até para controlar compartilhamentos que podem complicar sua vida profissional, por exemplo. Uma dica é se habituar a compartilhar com apenas algumas pessoas usando uma mensagem ou criando um grupo para conectar-se com sua família, sua equipe esportiva, clube de filme ou amigos de baladas.

E separar basta? Não sei, mas ajuda. E cuidar de alguns detalhes também é bom:

  • Você pode marcar com quem está (e você deve deixar claro nas configurações do seu perfil se os amigos podem ou não marcar você!). Adicionar marcações instantaneamente cria um link para o perfil da pessoa e ela pode compartilhá-lo com seus amigos. Se você é pai (ou “tio” consciente), ensine as crianças a usarem estas ferramentas, mas também aproveite-as para saber quem está falando sobre quem. E cuide para não “marcar” um amigo numa situação constrangedora do final de semana que poderá causar desconfortos para ele no trabalho na segunda-feira, afinal, pra quê né? Ah, a ferramenta pode até ajudar no caso de bullying virtual. Saiba mais sobre marcações.
  • A geolocalização, nova mania das redes sociais, que começou com força com o Foursquare (rede social da qual já falei por aqui), se fortalece no Facebook porque gera conexões com marcas (sim, sem querer, ou querendo, você mostra do que gosta ao dizer onde está). No Facebook você pode compartilhar a cidade ou bairro onde está em todas as publicações ou compartilhar um lugar específico, como um parque ou restaurante. Eu preferi só dizer onde estou quando eu quero. Saiba mais sobre geolocalização.
  • Mais importante: vamos à privacidade nisso tudo. Você pode escolher quem vê suas atualizações de status e informações do perfil, usando o seletor de público em linha — no momento do compartilhamento ou depois. E no caso das marcações e geolocalização, vale lembrar: somos notificados sempre que alguém nos marca em uma publicação. Você pode remover a publicação do seu perfil (e atualizar sua configurações de privacidade para analisar os itens nos quais você foi marcado antes que de serem exibidos em seu perfil) e tem autonomia para remover a marcação ou pedir para que o dono da publicação remova-a do Facebook. Saiba mais sobre configurações de privacidade.

E depois que eu publiquei, tenho como voltar atrás? 

Já vivi esta situação e fico feliz por saber que posso controlar a privacidade após publicar. Por quê? Ora, porque assim gerenciamos quem pode ver e comentar nas publicações compartilhadas por você, incluindo aquelas com localização, caso seja adicionada. Ao alterar essa configuração, ela se manterá da mesma forma para publicações futuras até que seja alterada novamente. Saiba mais da nova configuração de privacidade padrão.

Este assunto é especialmente importante se você tem uma mescla de amigos de balada, parentes (os mais velhos da família ou as crianças), se o seu empregador está no Facebook com você ou, caso que eu vivo, está em contato com crianças e adolescentes que são influenciados por você. Alô, professores da timeline, é com vocês! Mas é também com os pais, tios e avós: vale a pena colocar amigos, parentes, colegas de trabalho e “menores” em grupos distintos para não compartilhar o que é desnecessário. Assim como seus amigos de infância ou de balada não precisam ler tudo que é legal no seu universo profissional e seus chefes não precisam ver todas as fotos da bebedeira do final de semana, os menores (crianças que, mesmo sem terem idade mínima, sabemos que estão lá na rede) não precisam ler suas opiniões sobre o uso de camisinha!

Como sei quem pode ver os itens que compartilho?

Se não se lembrar com quem compartilhou ou mudou de ideia sobre com quem compartilhar, você pode verificar o público em linha, próximo à publicação. Basta revisar o ícone que mostra qual público você escolheu:

  • Público (público máximo para adultos)
  • Amigos de amigos (público máximo para menores de idade)
  • Amigos (e amigos de qualquer pessoa marcada)
  • Somente eu
  • Personalizado (inclui grupos específicos, listas de amigos ou pessoas que você incluiu ou excluiu de maneira específica)

O seletor de público está próximo a cada publicação feita, e não em uma página de configurações separada. A ferramenta lembra o público com o qual você compartilhou da última vez que publicou um item e usa o mesmo público ao compartilhar novamente, a menos que você o altere.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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