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Outro dia, na minha coluna da Disney Babble, comentei sobre o valor da presença paterna, trazendo dados de um estudo que comprovou que os filhos se tornam mais felizes e bem-educados quando seus pais participam mais ativamente e, desde cedo, da educação e das tarefas das crianças.

O State of the World’s Fathers, da organização MenCare, concluiu também que os pais que participam mais ativamente da educação dos filhos também são beneficiados com melhoras observadas na saúde física e mental. Segundo o relatório, o envolvimento do pai que assume um papel de ‘cuidador’ afeta a criança da mesma forma que o envolvimento da mãe, resultando num desenvolvimento cognitivo maior e em melhor desempenho na escola, mais saúde mental para meninos e meninas e taxas menores de delinquência entre os filhos.

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Mas nem sempre esta proximidade é possível. E em alguns momentos ela é “sabotada” pela família.

Nesta semana a Assembléia Legislativa de São Paulo realiza um congresso sobre o tema importantíssimo: Guarda Compartilhada e Alienação Parental.

A iniciativa promete reunir o maior número de autoridades no assunto e discutir o tema de interesse social, contando com a presença de inúmeras autoridades e representantes do Poder Judiciário, Ordem dos Advogados do Brasil e muitos representantes da sociedade civil organizada.

A alienação parental ocorre em ações de desqualificação da conduta do genitor no exercício da paternidade ou maternidade, meios para dificultar o contato da criança ou adolescente, omição de informações, dentre outras. É importante que o cidadão saiba se defender destar práticas e saber onde pode procurar ajuda, comenta o palestrante Leopoldo Luis Lima Oliveira que é Presidente da Subseção Tatuapé.

Quer entender de um jeito leigo?

Isto é a síndrome de alienação parental: programar uma criança para que odeie o pai ou a mãe.

  • Também conhecida pela sigla em inglês PAS, síndrome de alienação parental foi o termo proposto por Richard Gardner em 1985 para a situação em que a mãe ou o pai de uma criança a treina para romper os laços afetivos com o outro genitor, criando fortes sentimentos de ansiedade e temor em relação ao outro genitor.
  • Os casos mais frequentes da síndrome de alienação parental estão associados a situações onde a ruptura da vida conjugal gera em um dos genitores uma tendência vingativa muito grande.
    Quando este não consegue elaborar adequadamente o luto da separação, desencadeia um processo de destruição, vingança, desmoralização e descrédito do ex-cônjuge.
  • Nesse processo vingativo, o filho é utilizado como instrumento da agressividade direcionada ao parceiro.

Quer pensar mais sobre o tema? Leia Cartas de um pai separado, post no qual recomendo um filme e um livro sobre a relação de pais e filhos. O autor do livro que falava que “existe ex tudo, menos ex-filho”. Acrescento que também não tem ex-pai, nem ex-mãe.

#prapensar

[update] Sobre a guarda compartilhada no Brasil:

O Brasil passou a figurar na vanguarda do direito de família desde dezembro do ano passado, quando entrou em vigor a lei da guarda compartilhada. Após tramitar por quatro anos no legislativo federal, período em que houve intensos debates, estudos e audiências públicas sobre o tema, a lei 13.058/14 tornou obrigatório o convívio igualitário entre filhos e pais separados, mesmo nos casos em que não há consenso entre o ex-casal. A aprovação da medida foi uma vitória para milhares de pais que há anos lutam por uma divisão justa do tempo de convivência com os filhos e representou um grande passo para a justiça brasileira. A nova regra tem o respaldo da comunidade científica internacional, pois assegura o bem-estar de crianças e adolescentes através do contato com ambos os genitores.

O Brasil passou a figurar na vanguarda do direito de família desde dezembro do ano passado, quando entrou em vigor a lei da guarda compartilhada. Após tramitar por quatro anos no legislativo federal, período em que houve intensos debates, estudos e audiências públicas sobre o tema, a lei 13.058/14 tornou obrigatório o convívio igualitário entre filhos e pais separados, mesmo nos casos em que não há consenso entre o ex-casal. A aprovação da medida foi uma vitória para milhares de pais que há anos lutam por uma divisão justa do tempo de convivência com os filhos e representou um grande passo para a justiça brasileira. A nova regra tem o respaldo da comunidade científica internacional, pois assegura o bem-estar de crianças e adolescentes através do contato com ambos os genitores.

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