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Vejo muita TV, mas a maioria das minhas escolhas é fora do convencional. Uma das minhas descobertas recentes é a série One Man and His Campervan na qual Martin Dorey viaja pela Grã-Bretanha numa kombi adaptada como trailer, lançando um olhar totalmente diferente aos conceitos de viagens pela região.

Claro que o tal programa me encheu de ideias para viajar! Olhei os dois mapas: o geopolítico da região e um que me encantou na fanpage LoveUK. Ver algumas das minhas bandas favoritas me fez ter muitas ideias.

Great Britain Rocks: O som que me faz viajar #greatbritainrocks

Acima de tudo o mapa simpático me fez pensar na “viagem” que faço com meus filhos sempre que encaramos uma #roadtrip (amamos viajar de carro!) e eles são “forçados” a ouvir minhas músicas. Basta entrar no carro e eu conectar meu iPhone ou iPad ao som e o papo começar.

– “Sabe que In Between Days era abertura de um programa de TV que passava videoclipes? Eu tinha a sua idade quando via e, mesmo sendo criança, me achava adolescente”, digo animada.

– “Mamãe, você fala isso toda vez que ouve The Smiths, pensa que a gente não sabe que é sua banda favorita?”, retruca o filho.

– “Não é não, na verdade é The Cure!”, respondo rápido, mudando a música para Boys don’t cry para fazer piada com as reclamações deles. “Quando for a Manchester ou West Sussex eu não vou convidar vocês. Aliás, vocês sabiam que dizem que foi lá que os saxões se fixaram e começaram a se organizar?”

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Nesta hora já voltei a ser a adolescente que leu As Brumas de Avalon e Pillars of the Earth e quase emendo um super papo sobre a história feudal na região, com Robin Hood, Ricardo Coração de Leão e os templários, passando, claro, por Stonehenge! Mas sou interrompida antes de começar a falar…

– “Prefiro música de Londres mesmo”, diz meu marido, entrando na conversa e fazendo sinal para eu achar sua música favorita do Led Zeppelin. Coloco Rock’n Roll já com receio da bebê se assustar no banco de trás, mas que nada! “Até sua irmã concorda”, diz rápido o pai.

– “Isso é muito velho, papai, ouça a mixagem deste som! Credo! Prefiro Viva la vida do Coldplay”, diz o filho de 10 anos, que conheceu a música num clipe de Minecraft. Sabe que o Chris era de Londres também? Mas beeeem mais moderno! (risos gerais)

– “Moderno? Os caras já têm a idade do papai e da mamãe, aposto!”, diz meu filho mais velho. Lembra quando eles foram no último show do Oasis no Brasil no Dia das Mães? E quando viram os velhinhos do rock, como era mesmo o nome dos bonitinhos engomadinhos, mamãe?”

– “Duran Duran, Enzo. E os caras são muito bons, foi o melhor show que vi no SWU! Vamos ouvir de novo Come Undone e Notorious?”, peço, animada. Mas, D por D, sou atropelada por meu marido saudosista colocando uma música do Dire Straits.

– “Olha, fizemos quase uma viagem completa pela Grã Bretanha”, diz meu filho mais velho, que está terminando o I2 na Cultura Inglesa. Daria para montar um daqueles nossos roteiros de Road Trip, do norte (ele já olhou no Google que Dire Straits surgiu em Newcastle), passando pelo meio do mapa (Birmingham, de onde saíram Duran Duran e outros roqueiros, inclusive de heavy metal) e terminando no sul dos saxões”.

– “Só se passar por Liverpool”, gritamos em uníssono! E Abbey Road! (risos)

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Ufa, achamos um consenso no mar infinito de músicas inglesas que amamos. Beatles, atemporal, excelente, impossível não amar – e as gravações da década de 1960, com muitos chiados, nem são lembradas quando falamos deles.

Nesta hora a gente se lembra porque está no carro: hoje, 13/09, começa o Rock in Rio, um evento que virou um tanto pop, mas mudou a vida dos pais quando, lá em 1985, a gente viu Freddie Mercury cantar Love of my life! Em poucas horas estaremos na Cidade do Rock e em família poderemos ouvir, cantar, celebrar e sonhar com as muitas viagens culturais ou físicas que os roqueiros britânicos nos dão.

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“Este post é parte da blogagem coletiva Visit Britain “Great Britain Rocks: O som que me faz viajar”. Os posts, baseados em sonhos ou lembranças, mostram a influência da música quando decidimos por a mochila nas costas e explorar lugares. Leia mais viagens musicais no blog da Visit Britain.”

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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