Dica de série: Gran Hotel

Assisti numa inconstância enorme, às vezes em maratonas de vários episódios na madrugada, outras vezes com semanas entre um e outro episódio, mas uma coisa é certa: Gran Hotel é uma “novelinha” boa.

Eu estou numa fase tão “espanhola” que só ouvir o idioma me anima!

Resolvi ver por conta do casal (ele de Las chicas del cable e ela de Tiempo de Guerra) e do vilão (oi La casa de papel!) e valeu.

“Os acontecimentos passam-se em 1905. Julio Olmedo (Yon González), um jovem de origem humilde, chega até ao Gran Hotel, situado nas redondezas de uma aldeia chamada Cantaloa, para visitar a sua irmã Cristina (Paula Prendes) que trabalha no mesmo como encarregada de piso. Ali, Julio descobrirá que há mais de um mês que ninguém sabe nada dela (após ser expulsada do hotel por um suposto roubo a um cliente). Julio decide ficar como camareiro e investigar o seu desaparecimento. Deste modo irá conhecendo e criará uma relação com Alicia Alarcón (Amaia Salamanca), uma das filhas de Dona Teresa (Adriana Ozores), a proprietária do hotel. Alicia lhe ajudará nas suas investigações junto com Andrés (Llorenç González), um humilde camareiro filho da governanta do hotel (Concha Velasco) com quem cria uma grande amizade. Entre Julio e Alicia nasce algo mais que amizade, mas a diferença de classes lhes colocará muitas dificuldades na sua relação. Juntos irão descobrindo mentiras e segredos zelosamente guardados entre as paredes do Gran Hotel, muitos deles por Diego Murquia (Pedro Alonso), um vilão das antigas.

Eu vi no Globosat, mas as três temporadas da série estão também na Netflix.

Originalmente transmitida entre outubro de 2011 e junho de 2013, em três temporadas e 39 episódios, Gran Hotel é um drama de época considerado como uma resposta ao grande sucesso da televisão britânica, Downton Abbey. Para mim, lembrou boas tramas e boas histórias de época, em especial aquele filme no qual o “Superman” Christopher Reese volta no tempo e vive um romance num hotel, Em algum lugar do passado (Somewhere in Time, 1980).

Por acaso, o hotel do filme tem este nome: Grand Hotel, mas não fica na Espanha e sim em Mackinac Island, no estado de Michigan, EUA. Descobri com uma amiga, que fez o roteiro, que tem até pacotes turísticos para o hotel no estilo do filme, imaginem!

E olha, eu faria um roteiro Gran Hotel pela fictícia Cantaloa.

Sim, a cidade da série espanhola é fictícia e para conhecer o local o ponto de partida é a cidade de Santander, capital de Cantabria, pois foi lá, a partir do Palacio de la Magdalena como cenário principal. E a cidade, que me faz pensar em Montevideo, parece ser um convite ao descanso, com pubs sofisticados e organização das ruas que lembram o estilo das grandes cidades do país europeu.

Ouvi falar também do Mercado del Este como um espaço que reune gastronomia e atividades culturais no centro, do jeito que eu gosto quando viajo. Amo ver a vida real nas ruas. E eu faria o passeio de bicicleta pela orla – aliás, toda cidade turística deveria ter isso, né?

Li que a região tem localização privilegiada, pois é a porta de entrada para El Sardinero, um elegante balneário à beira-mar, e também para outras praias bonitas e bem preservadas, está perto do Parque Nacional Picos de Europa e não está longe da Costa Verde.

Mas voltemos a série, afinal, era uma dica para ver na Tv, né?

Por que eu recomendo como uma boa novelinha?

O par romântico principal, formado por Yon González (Julio) e Amaia Salamanca (Alicia) ajuda muito, pois são os típicos mocinhos de histórias do começo do século XX: bonzinhos, curiosos, justos mas sem “preto no branco” e com tons de cinza em suas escolhas que dão margem a aventuras e parcerias. Mas a série conta mesmo com a personalidade e o carisma de muitos, uns que de cara já mostram a que vieram, como as veteranas (e premiadas também por seus papeis na série) Concha Velasco (Angela) e Adriana Ozores (Teresa), mas também pelo “fofo” Llorenç González (Andrés), que se torna o príncipe da história ao longo da série, quase uma versão masculina de Cinderella.

Neste ponto, Fele Martínez (Afonso), o Marquês de Vergara, sua mãe megera vivida por Kiti Mánver (Elisa) e Luz Valdenebro (Sofia) também compõem bem este lado “conto de fadas” em que os papeis se trocam sem grandes prejuizos e vão mostrando o que se fez dos “nobres” com a chegada do “capitalismo” de fato no começo do século XX na Europa.

Eloy Azorín (Javier), que vive o filho mais velho e irresponsável dos Alarcon, bom comediante que soube encontrar um tom adequado a época, traz uma leveza necessária em vários momentos. Antonio Reyes (Hernando) também o faz, de seu jeito, como um detetive atrapalhado, parceiro de desventuras do “Sherlock” vivido por Pep Anton Muñoz (Ayala), que contam com os crimes dos vilões das antigas vividos por Marta Larralde (Belén) e Pedro Alonso (Diego), que, por seu Berlín em La Casa de Papel, dispensa comentários.

Já te convenci? Se você der uma chance a Gran Hotel, volte e me conte, tá?

https://www.instagram.com/p/Bly6cWvh0cJ/?taken-by=avidaquer

P.S. O clima entre o elenco pesa favoravelmente, vejam só:

Como li num blog:

Sem sombra de dúvidas, vale a pena conferir, não apenas aos fãs das séries de época ou dos gêneros suspense e romance, mas também aos fãs de uma boa história.

😉

Outras produções espanholas na Netflix que vimos:

La chicas del cable (As Telefonistas), nossa maratona Netflix de Ano Novo:

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Para maratonar: La Casa de Papel

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O caderno de Sara

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.