Graffiti Fine Art

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De 19/03 a 26/04 o Museu Brasileiro da Escultura recebe o Graffiti Fine Art, evento com três exposições e nove com uma expressão de arte verdadeiramente urbana: o graffiti. Até 29/03 será possível ver Binho Ribeiro, Does e Dalata. De 02 a 12/94 Anjo, Graphis e o americano Cern, e de 16 a 26/04 Chivitz, Nove e Presto.

Segundo o curador (e também expositor) Binho Ribeiro a idéia do evento é mostrar as obras sendo feitas exatamente como acontecem nas ruas, independente do fato de estarem dentro de um museu e promover a discussão sobre o espaço da arte contemporânea.

“É uma oportunidade – explica ele – de dar mais visibilidade à arte de rua. É uma conquista poder realizar eventos como este, pois a cada dia o grafito vem sendo mais reconhecido como uma arte de verdade e ganhando respeito“.

Os artistas farão um painel coletivo em que o trabalho de cada um se integrará formando um painel de 2,80m x 15m, no Espaço Burle Marx, e o público poderá ver a técnica e o talento nas obras desses artistas renomados do graffiti que mostrarão seus conceitos, idéias e a expressão da sociedade nessa cultura tão rica e independente. Toda estrutura do evento irá consumir 500 latas de spray para grafito, três latas de 18 litros de látex, rolos, pigmentos e acessórios.

A história:

O termo do Graffiti vem do latim “graphium” ou do italiano “graffito”, cujo plural é graffiti, que, em tradução livre significa “rabiscos a carvão”. A própria palavra latina deriva do grego “graphéin”, com o significado de “escrever”. Inicialmente, foi usado para denominar as inscrições gravadas nas cavernas pré-históricas, durante muito tempo foi visto como sinônimo de vandalismo, transgressão, clandestinidade e desafio. Essa cultura surgiu nos guetos de Nova Iorque, mas só na década de 70, o termo começou a ser utilizado com o significado que possui hoje, de intervenção artística urbana feita em muros e paredes com tinta e spray.

No Brasil, teve início por volta dos anos 80 e vem conquistando admiradores em diversos seguimentos sociais. Por conta de políticas públicas em grandes metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro, foram abertos espaços para essa arte. Avenidas como: Paulista e 23 de Maio tiveram muros grafitados e receberam ampla aprovação da população. O impacto visual exerceu em zonas mais deterioradas uma função revitalizadora e deu identidade a alguns logradouros das cidades. Essa atividade considerada underground é fruto de planejamento coletivo, força expressiva e harmoniosa resulta na coesão de imagens.

Serviço:

  • O que: Graffiti Fine Art
  • Quando: De 19/03 a 26/04, terça a domingo, das 10 às 19h
  • Onde: MuBE – Museu Brasileiro da Escultura – Sala Burle Marx (Avenida Europa, 218 – Jardim Europa – São Paulo-SP)
  • Informações: 11-2594-2601
  • Quanto: Entrada Gratuita

P.S. Neste sábado eu estarei numa comemoração especial na companhia de artistas na Zona Norte criando uma pintura coletiva gigante. Suspense… na volta eu conto e posto fotos!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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