Graças ao carinho dos avós, evoluímos

Nesta semana estou em Florianópolis para o seminário Social Good Brasil e quem está em casa cuidando dos meus filhos são meus pais, que chegaram no feriado e estão com a gente por esses dias. Que coisa maravilhosa é ver esta convivência!

Hoje, ao conversar com eles por telefone, sabendo que os mimos que vi na segunda e na terça estão continuando por lá, lembrei de uma pesquisa que li há algumas semanas. Ela dizia que os cuidados e a atenção das matriarcas pode ter sido historicamente muito mais importante do que se imagina.

Pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, criaram modelos matemáticos na tentativa de comprovar a “hipótese da avó“, uma teoria existente desde 1997, que defende que a presença das avós nas famílias proporcionou uma situação favorável para que os seres humanos vivessem mais tempo do que os demais primatas.

“A função social da avó foi o primeiro passo para que nos tornássemos o que somos hoje”, defende a antropóloga Kristen Hawkes, uma das cientistas que propôs a tese há 15 anos. Em novo estudo publicado nesta semana na revista científica britânica Proceedings of the Royal Society B, Hawkes volta com embasamento numérico para fortalecer a teoria. De acordo com ela, as simulações indicaram que, ao adicionar os cuidados das avós, foram necessários apenas 60 mil anos para que os animais com a expectativa de vida de um chimpanzé conseguissem chegar ao tempo de vida humano atual. Isso, em uma escala evolutiva, é uma mudança extremamente rápida. Para se ter uma ideia da diferença, enquanto fêmeas de chimpanzés sobrevivem mais 15 ou 16 anos após o período fértil (que acontece aos 13), as mulheres em nações desenvolvidas podem viver mais 60 anos após essa etapa, iniciada em torno dos 19.

E aí, como este relacionamento acontece? Os avós moram longe ou moram perto? Ajudam ou são super ocupados?

Eu contei um pouco da minha visão no texto “A rede de apoio invejável: carinho de mãe, cuidado de avó“.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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