Global Hygiene Council 2012, debate sobre a importância dos hábitos comportamentais de higiene na saúde e na educação

“A higienização das mãos é o procedimento mais importante e barato para evitar a transmissão de infecções relacionadas à assistência à saúde.”

Quando lemos a frase acima pensamos: óbvio ululante.

Claro que todo mundo sabe que o primeiro passo para higiene pessoal (e por consequência para um trabalho de erradicação de doenças comuns, transmissíveis por contato simples no cotidiano) é lavar bem e frequentemente as mãos.

Mas os estudos mostram que nem sempre é assim.

Em agosto de 2010 estive em um simpósio no qual a pesquisa “Hábitos de Lavagem de Mãos no Brasil” foi divulgada. Os dados mostravam um mapeamento de hábitos e atitudes de mães brasileiras em relação aos hábitos de lavar as mãos e suas atitudes quanto à higiene de seus filhos, num universo de 277 mulheres de todas as classes sociais (A B, C e DE) e regiões do país, todas as mães de crianças entre 4 e 12 anos. O resultado surpreendeu: 65% das crianças tinham coliformes fecais nas mãos.

Neste ano, a Anvisa apresentou outro estudo – sobre as rotinas de segurança sanitária realizadas por gestores e profissionais que trabalham em estabelecimentos de saúde de todo o Brasil – que, dois anos depois e mesmo observando outro universo de entrevistados, demonstrava que ainda há trabalho a ser feito na conscientização da população sobre a higiene.

E o tema volta à tona para mim nesta quinta-feira, 28/06. Estarei no Global Hygiene Council 2012 – Education, encontro no qual serão apresentados os resultados do estudo feito pelos maiores especialistas do mundo em campos relacionados à higiene. A pesquisa, aplicada em diversos países, incluindo o Brasil, aborda temas como a importância dos hábitos comportamentais de higiene na saúde e na educação.

Nesta tarde, como podem imaginar, estão reunidos dados que apoiam muitas das pautas do blog, com um reforço importante: estarei lá a convite da OMEP (Organização Mundial Para Educação Pré-Escolar), entidade filantrópica, que foi criada em 1948 e que se ocupa de todos os aspectos relacionados ao cuidado e à educação de crianças de 0 a 5 anos.

De lá devo contar o que ouvirei de renomados virologistas do mundo – Dr. John Oxford, professor da Escola de Medicina de Londres e presidente do Global Hygiene Council, Dr. Eitan Berezin, Presidente do Comitê de Doenças Infecciosas da Sociedade Brasileira de Pediatria – e de especialistas em Educação que estarão presentes para discutir os resultados.

Acompanhem pelo Twitter (@samegui e @avidaquer) e pela fanpage do blog, enviando também suas perguntas e suas considerações, sabem que sempre que eu posso repasso nos eventos “a voz” das redes sociais e desta vez não seria diferente.

😉

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Eu e Martha, mãe do @ghizellini, anfitriã da OMEP no Global Hygiene Council 2012.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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