sustentabilidade

“Human being are loving animals. It’s in our nature not only in our culture.
Love is the only emotion that shows intelligence.
Love is the act of allowing another to be legitimated other.”

Peter Senge citando um amigo chileno.

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Helio Matar olhado para Peter Senge, que aparecia no telão. Ele estava ali, a poucos metros de mim, mas esta imagem me pareceu representativa do evento e da importância da presença de Senge no Brasil.

Ontem eu estive, na companhia especial de Maira Begalli, no Encontro de Sustentabilidade com Peter Senge, promovido pelo Grupo Santander Brasil (Bancos Real e Santander). Como já comentei aqui, ele é um dos maiores especialistas do mundo em aprendizagem organizacional e autor dos livros “A Quinta Disciplina” e “A Revolução Decisiva“. No fundo, por ser banco e tudo, achei que seria mais sobre empreeendorismo, negócios, etc, mas, ao saber que seria conduzido por Hélio Mattar, presidente do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, guardei esperanças de que ouvissemos mais sobre sustentabilidade do que sobre negócios.

Não aconteceu nem uma coisa nem outra.

Senge começou seu discurso falando que a palavra sustentabilidade estava em todo lugar ultimamente e que quando uma palavra se torna politicamente correta e todos a usam acontece um esvaziamento de seu significado. Partindo daí seguiu o discurso falando de tudo, menos de sustentabilidade. Acima de tudo – e gostei muito disso – ele falou de qualidade de vida.

E tratou de nos fazer pensar sobre os motivos negativos (em especial o medo) que tem servido como grande motivador para nossa busca pelo sustentável, fazendo-nos rever os motivos porque cada um de nós, em suas vidas particulares ou profissionais, busca uma vida mais sustentável – inclusive vasculhando porquê estávamos lá naquele evento sobre o tema. Foi quase impossível não concordar coletivamente com ele, realmente a emoção ou sentimento que nos guia rumo ao que buscamos na sustentabilidade é o medo ou a raiva do que poderá vir a ocorrer conosco ou com o planeta. E este motivo, embora seja muito forte, não é bom o suficiente, né?

Daí ele seguiu para uma motivação positiva, sobre uma mudança que ele acredita que está acontecendo de verdade no mundo. E esta mudança vem junto com as mudanças climáticas, que são descritas por ele como um sintoma de uma doença, algo que, se não levarmos a sério, não poderemos mais remediar. Partindo daí mostrou-nos várias imagens de gráficos e estudos (que estão no meu album virtual aqui) que comprovam que não há mais tempo para os países prometerem mudanças que se completarão em algumas décadas, pois temos, segundo Senge, apenas dois ou três anos para mudar. Foi duro encarar nos números tão frios que mesmo que os países reduzam as emissões e CO2 – e tantas outras questões que afetam o planeta – ainda assim não há tempo hábil para que a coisa se resolva como se promete.

Meu maior choque, no entanto, foi ver o vídeo Girl Effect. Eu me emocionei, mas Maira, que vive uma situação de cuidados com crianças carentes, ficou quase indignada. E ela deve contar isso no Veredas.

Foi o desfecho de um discurso emocionado e que pareceu sincero, de uma pessoa que deseja que as coisas se resolvam. Claro, Maira vai falar da questão ambiental com muito mais propriedade do que eu, há muito mais a se fazer do que apenas salvar uma menina numa pequena vila dando-lhe direito à escola. Infelizmente na prática sabemos que isso não é suficiente, mas é uma inspiração para dar um sentido maior às nossas vidas. Afinal, não estamos sozinhos no planeta e igualmente precisamos estar juntos nisso!
Em tempo: a idéia do Efeito da menina é ipsis literis o que Muhammad Yunus fez com seu o Grameen Bank (banco do vilarejo, na tradução literal) ao dar crédito (em porções mínimas) a mulheres paupérrimas de Bangladesh.
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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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