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girassois-de-van-gogh.jpgSempre gostei do Van Gogh. Na adolescência, os pintores mais perturbados costumavam ter a obra que mais me atraía e Van Gogh e Toulouse-Lautrec faziam parte deste time. Estou falando deles porque eram ligados ao que chamamos até hoje de marginal na sociedade, as prostitutas.

Ontem recebi um comentário aqui que me deixou chateada – não com a pessoa que comentou, mas comigo, porque não consegui me expressar bem e deixei uma impressão que, para mim, é das mais odiosas, envolvendo preconceito e falta de solidariedade. Quando escrevi sobre o caso da rede de tráfico de mulheres, Ethel Scliar entendeu que eu dizia que elas mereciam o trabalho escravo por sua profissão. O que quis dizer no post foi que se é opção – elas montaram perfis no orkut para mostrar suas habilidades, pagaram as passagens do próprio bolso – não podem ser tratadas como vítimas, pois de certa forma faziam parte da quadrilha que migrava irregularmente. E por fazerem isto, deixam numa situação delicada toda mulher brasileira que vai para Espanha fazer turismo.

P.S. Por falar em turismo, postei no Movimento Dekassegui uma notícia típica de turista ou “prá inglês ver”: um sushiman fez uma réplica deste quadro do Van Gogh com sushi e sashimi. Confiram lá em Van Gogh de Sushi. 😉

O vídeo abaixo é uma mescla de imagens de Van Gogh e vale os minutos – poucos por sinal – regados a boa musica. A pintura impressionista não é linda?

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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