Geração Y e a falência da educação

Somos o futuro das empresas. Somos jovens, espertos e ousados. Usamos chinelo no escritório e ouvimos  iPods em nossas mesas. Queremos trabalhar, mas não queremos que o trabalho seja nossa vida.

Com estas frases uma jovem universitária e blogueira bem sucedida abriu um post em seu blog sobre carreira apresentando a geração à qual pertence. Jovens entre 18 e 30 anos, também chamados de geração digital porque desde cedo dominam aparelhos eletrônicos, cresceram usando a Internet e vivem em ritmo acelerado, sendo capazes de realizar tarefas ao mesmo tempo, aprendem de forma contínua e querem estar conectados com o mundo, também no trabalho e não apenas em casa.

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Ao ler sobre as diferenças entre eles e as gerações anteriores (baby boomers, nascidos entre 1946 e início dos anos 60),que só passaram a ter contato com tecnologias digitais e a Internet depois de já maduros no mercado de trabalho, pensei nos nossos filhos. A geração deles, que meu filho não teria dúvida em chamar de Zeta, última letra do alfabeto grego que ele tanto adora porque demonstra completude, terá como chefes estes jovens Y. E como serão eles?

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Se a Geração Y cresceu dentro de constante feedback e reconhecimento dos professores, pais e orientadores (e por isso podem se ressentir e se sentirem perdidos se a comunicação com os patrões não for regular), como serão como líderes? E por outro lado, como podemos planejar a educação e pensar na carreira de uma geração que entrará no mercado daqui a 5 ou 10 anos e que ficará nele até meados de 2060? Sobre este tema Marcelo Tas (lembram-se dele como o Professor Tibúrcio e tantos outros papéis ligados à educação na midia?) escreveu hoje um post intitulado A educação faliu, viva a educação! com os dois vídeos de uma palestra de Ken Robinson, pesquisador inglês e PhD em educação, defende a importância deste trabalho e empenho para todas as gerações.

Vale a pena ver e refletir sobre o mundo do trabalho que aguarda nossos filhos.

Sinceramente, nascida em 1973 e no Brasil, eu não sou nada Y e tampouco me sinto parte da geração anterior. Em muitos momentos sou Z, como meus filhos e sinceramente detesto estes "labels" que nos colocam para definir o que somos. Mas me interessa muito saber o que poderemos fazer!
Sinceramente, nascida em 1973 e no Brasil, eu não sou nada Y e tampouco me sinto parte da geração anterior. Em muitos momentos sou Z, como meus filhos e sinceramente detesto estes “labels” que nos colocam para definir o que somos. Mas me interessa muito saber o que poderemos fazer!
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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.