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thelma e louise 25 anos depois

Elas popularizaram a ‪#‎selfie‬ com ‪#‎bffs‬ há 25 anos. Não sei qual o segredo para congelar o tempo, pois Susan Sarandon ‪#‎aos69‬ 😱 e Geena Davis ‪#‎aos60‬ 😱 estão incríveis em 2016, como estavam no amalucado Thelma e Louise.

Concebido e escrito por Callie Khouri, co-produzido e dirigido por Ridley Scott, o filme mostrava como as mulheres podem reinventar suas vidas – e também deixava sinais do que não fazer!
😜

Geena era a certinha Thelma e Susan era Louise, duas mulheres com pouco e ao mesmo tempo tudo em comum!

O filme ganhou o Oscar de melhor roteiro original de 1992, além de ter concorrido nas categorias de melhor diretor, melhor atriz (Geena Davis e Susan Sarandon), melhor fotografia, melhor edição.

25 anos depois, elas fizeram fotos e repetiram a selfie para marcar a data. E eu, que acompanho o trabalho político e social delas, trago para cá updates para mostrar que muitas vezes o personagem forte por quem você sente empatia tem muito da pessoa que o interpreta.

Aos 69 anos (ela nasceu em 1945!), Susan Sarandon é um sinônimo de envolvimento em causas políticas. O mais recente exemplo é sua presença constante na campanha do pré-candidato à Presidência dos EUA, Bernie Sanders.

Alguns exemplos da sua presença ativa em causas sociais:

  • Em 2003, Susan apareceu no comercial “Love is Love is Love“, promovendo a aceitação de indivíduos gays, lésbicas e transgêneros.
  • Em 2005, participou do Live 8, em Edimburgo, na Escócia.
  • Em 2006, participou da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2006.
  • Em 2015, participou do resgate de diversos imigrantes sírios que chegavam até a Ilha de Lesbos, na Grécia. Seu objetivo era despolitizar a questão imigratória, e mostrar o lado humano. A viagem foi documentada em texto e vídeo no site americano Huffington Post e pela organização Ryot.

Ela tem 3 filhos (é, eu tenho esse fraco por quem tem o mesmo número de filhos que eu!) e não deixou de ser a mulher sexy que conhecemos no filme, tanto que, com quase 70 anos, é uma das beldades da marca L’Oreal.

Aos 60 (ela é de 1956), Geena Davis tem uma vida familiar tão legal que a levou a mudar radicalmente de área de atuação, criando o Instituto Geena Davis de Gênero na Mídia.

A premissa do trabalho que capitaneia é de que há pouquíssimos personagens femininas em filmes e programas de televisão destinados a crianças com 11 anos de idade e estas personagens são “hiperssexualizadas” e julgadas por sua aparência e que as crianças, estão sendo levadas a acreditar pelas mídias de entretenimento que as mulheres e as meninas são cidadãs de segunda classe.
Geena acredita que “se incluirmos personagens femininas na medida em que tem sido feito nos últimos 20 anos, só alcançaremos a igualdade em 700 anos (…) a paridade de gênero no entretenimento infantil pode ser conseguida de forma dramaticamente rápida – possivelmente em 7 anos, caso haja vontade política para isso.”
Veja como o trabalho dela tem use consolidado:
  • Em 2004, enquanto assistia a programas de televisão para crianças e vídeos com sua filha e percebeu o que ela considerou um desequilíbrio na relação entre personagens masculinas e femininas. A partir de então, passou a patrocinar o maior projeto de pesquisa sobre entretenimento infantil, resultando em quatro estudos distintos, incluindo um sobre televisão para crianças, realizados pelo Annenberg School for Communication no University of Southern California.
  • Em 2005, Geena se juntou ao grupo sem fins lucrativos Dads and daughters para lançar um empreendimento dedicado a equilibrar o número de personagens masculinas e femininas em TV e filmes.
  • E em 2007, lançou o Instituto Geena Davis de Gênero na Mídia, que funciona como um programa ativo que trabalha em colaboração com a indústria do entretenimento para aumentar drasticamente a presença de personagens femininas nos meios de comunicação dirigidos a crianças e reduzir os estereótipos de mulheres pela indústria dominada por homens.
  • Em 2008 ela esteve no Brasil, e participou da conferência “Tempo de Mulher”, em São Paulo, evento que se propunha a discutir e mapear informações sobre a mulher brasileira, com foco no seu poder como agente de transformação social.


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