Se dá pra imaginar São Paulo mais bonita, dá pra fazer

Se dá pra imaginar São Paulo mais bonita, dá pra fazer

Atualmente uma das coisas que mais sinto quando saio de São Paulo é, pasmem, a poluição visual. Não estou falando que aqui tem muito e nas outras cidades meus olhos descansam mais com a paisagem urbana, pelo contrário. Aqui, graças à implantação da Lei Cidade Limpa (uma lei que já existia, mas não era cobrada), que limita o tamanho dos letreiros de publicidade numa proporção pequena em relação às fachadas dos edifícios e que aboliu outdoors nas ruas, temos muito mais visual urbano para aproveitar.

Com a retirada dos letreiros e outdoors nós passamos a ver os prédios, a cuidar mais deles e a perceber seus espaços vazios. Sim, muitos prédios deixam lateriais inteiras vazias e creio que eu não era a única a pensar que aqueles espaços poderiam ser preenchidos por caras como OsGemeos, como mostro na colagem sobre fotos que ilustra o começo do post.

Na semana passada um projeto voltou a tocar neste tema e fez a alegria de muitos que, como nós, apreciam esta arte urbana e chegou prometendo incentivar e apoiar a arte na cidade na capital paulista transformando as laterais de prédios em telas de pintura, fazendo da cidade um museu a céu aberto. Conversei com a equipe de mídias sociais marca que patrocina o projeto e soube que os artistas foram convidados a produzir obras com inspiração nas tecnologias como reuso da água, energia eólica, soluções móveis para saúde, aviação e transporte ferroviário e, com a imaginação, estão ajudando a deixar a cidade mais colorida.

Os artistas desta primeira fase são do Estúdio Colletivo, Rui Amaral e a dupla Mulheres Barbadas com as três pinturas em painéis instalados no alto de prédios localizados em pontos movimentados da capital – na rua da Consolação e na avenida Paulista, nos bairros da Consolação e Cerqueira Cézar, e na rua Amauri, no Itaim. Nesta fanpage podemos participar, votando e escolhendo os novos integrantes da Galeria GE entre quatro artistas – Morandini, Glauco Diógenes, Reynaldo Berto e Mário Níveo. Votei em Morandini, artista que conheço desde o tempo em que ambos colaborávamos num site de pais e mães, nos idos de 2006.

Eu creio que é possível unir arte urbana e conscientização social (uma questão muito maior do que este papo de água e transporte, que está tão na moda nos debates iniciais sobre sustentabilidade né?) e que esta mensagem pode ser divertida e bonita para complementar a educação básica, a formal e a que pensa na cidadania, esta sim em grande falta e responsável pela falta de consciência ambiental que sacrifica nosso mundo atual.

O que você acha?

Deixo aqui um desafio: vamos contar quais outros artistas nós conhecemos e gostaríamos de ver em trabalhos legais, grandes ou pequenos, tendo a arte urbana valorizada? Compartilhem suas fotos de arte urbana e vamos divulgar quem merece!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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