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Chegou a Semana Mundial de Aleitamento Materno e até o dia 07/08 este assunto será tema de muitas reportagens na mídia tradicional e nas mídias sociais não devemos ficar de fora. Participo deste movimento desde que o blog existe, contando da minha experiência feliz aleitando meus filhos mais velhos (ambos por mais de 1 ano) e doando leite materno para bancos de leite. Neste ano, porém, esta semana tem um significado pessoal que a torna mais doce e valiosa: é a primeira na qual estou amamentando.

Manuela, que nasceu no final de abril, ainda é aleitada exlusivamente no peito e seus 5,5kg (quase o dobro do peso de seu nascimento) são pura saúde, com detalhes que só o leite materno dá.

O tema da 22ª Semana Mundial de Aleitamento Materno – Apoio às Mães que Amamentam: Próximo, Contínuo e Oportuno – tem também uma relação especial com nossa história e por isso neste primeiro post da SMAM quero contar como foi nosso começo juntas e como o grupo de apoio ao aleitamento materno foi valioso.

avidaquer semana mundial de aleitamento materno 2013

Como contei aqui, planejava aleitar na primeira hora de vida do bebê, garantindo que minha filha fosse estimulada logo que saisse do útero e que o colostro protegesse seu organismo desde os primeiros minutos de vida. Nem tudo é como planejado e nós duas tivemos que ficar sob cuidados especiais nas primeiras horas, o que fez com que as primeiras mamadas acontecessem na UTI neonatal, onde Manu ficou nas primeiras 18 horas de vida.

A experiência me fez conhecer um novo mundo na maternidade: o de pais de UTI, em geral prematuros. Até o banco de leite conheci nesta manhã e desta vez não como doadora, como mãe que tira leite porque precisa evitar o cansaço da bebê. Mesmo sabendo que Manu (que parecia um gigante perto dos bebês prematuros da UTIneo) possivelmente teria alta, na manhã seguinte ao seu nascimento tive atendimento emergencial no Banco de Leite para garantirmos que a minha produção seria estimulada sem cansar a bebê e fui atendida com carinho e atenção, além de ser acolhida pela “comunidade de mães” que se encontrava lá todas as manhãs para garantir o leite materno dos seus bebês que eram tão pequenos que não deveriam mamar para não perder peso com o esforço físico. Faz TODA diferença ter um grupo de apoio e profissionais da área médica que nos atendam e reforcem em nós a certeza e a segurança de que o leite materno pode e deve alimentá-los, mesmo nas situações adversas, mesmo que por sonda ou por mamadeira.

Na manhã seguinte fomos para o quarto e tudo correu bem no alojamento conjunto e na livre demanda de leite materno, mas eu estava diferente, ciente de que aprendera mais uma lição como mãe e que, mesmo sendo minha terceira vez e eu não precisasse de “dicas” (risos), o apoio do grupo de incentivo ao aleitamento materno me ajudou muito. Contar com UTI neonatal era uma condição nossa neste parto – eu já tinha 40 anos e a gente achou melhor estar realmente cercado de segurança – junto com livre trânsito lá para cuidarmos da pequena a madrugada toda.

Neste aspecto o hospital escolhido pode fazer TODA diferença para quem quer aleitar o bebê. O livre trânsito (sem horário fixado e sem limitar a presença a um dos pais, deixando que a mãe tenha companhia e apoio afetivo) é um ponto super importante numa UTI infantil. Claro que ninguém quer ver o filho numa incubadora, mas a gente quer VER o filho, TOCAR nele, CUIDAR dele e sobretudo quer ter o direito de ALEITAR o quanto puder.

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Antes da alta do hospital, recebi também orientações preciosas sobre o aleitamento e a “apojadura” (descida do leite materno), com prescrições naturais e sensíveis à realidade de cada família. Ganhei os melhores cremes e pomadas na maternidade, mas a equipe biomédica focou todo o atendimento nas orientações mais naturais com soluções disponíveis para toda mãe que deseje aleitar. Uma das alternativas é a que Mônica, do Grupo de Apoio ao Aleitamento Materno (GAAM) do São Luiz Anália Franco, me ensinou. Na posição tradicional a mama incomodava o narizinho pequeno, atrapalhando a respiração. Deste jeito, que Mônica comentou ser muito divulgado pelo Ministério da Saúde, resolvemos a questão e ainda ganhamos um “olho no olho” diferente. Fica aqui minha gratidão à equipe do GAAM que me apoiou no aleitamento nas primeiras horas na UTI neonatal, no atendimento emergencial no Banco de Leite e nos dias subseqüentes.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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